Mesa de Mercado · CEPEA
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Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
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Sensores e automação avançam na pecuária leiteira

Mercado global de tecnologias de precisão pode alcançar US$ 12,12 bilhões até 2030, enquanto ferramentas digitais ganham espaço na gestão das fazendas

Sensores, sistemas de automação e plataformas de análise de dados ganham espaço na pecuária leiteira ao permitir o acompanhamento de animais, equipamentos e condições ambientais em tempo real. A adoção dessas ferramentas busca antecipar falhas, orientar o manejo e reduzir perdas nas propriedades.

O avanço ocorre em um mercado global estimado em US$ 7,94 bilhões em 2025 e com projeção de atingir US$ 12,12 bilhões em 2030, crescimento médio anual de 8,8%, segundo a MarketsandMarkets. O levantamento considera sistemas de ordenha robotizada, alimentação de precisão e monitoramento de rebanhos.

Tecnologia chega à rotina das fazendas

A presença dessas soluções foi observada na 52ª Expoleite, realizada de 1º a 4 de julho de 2026, em Arapoti (PR). O encontro reuniu produtores, técnicos, engenheiros e profissionais de manutenção interessados em tecnologias para a cadeia leiteira.

“A fazenda está cada vez mais próxima do conceito de uma indústria conectada”, afirma Marcos Stoppa, diretor da Reymaster Materiais Elétricos. Segundo ele, sensores podem acompanhar a temperatura dos animais, enquanto sistemas conectados monitoram equipamentos e ajudam a organizar os ativos da propriedade.

Profissional utiliza dados de sensores para acompanhar o ambiente e o desempenho do rebanho em uma instalação leiteira automatizada. Crédito: Imagem gerada por IA.

A identificação de painéis, máquinas e componentes também integra esse processo. Embora seja menos visível do que robôs ou grandes equipamentos, a organização da infraestrutura pode facilitar reparos, diminuir erros e reduzir o tempo de paralisação das operações.

Conforto térmico exige atenção

O monitoramento de temperatura, umidade, ventilação e luminosidade também oferece informações para o manejo do ambiente. Essas variáveis interferem no conforto dos animais e podem afetar o consumo de alimento, o bem-estar e a produção de leite.

Pesquisa da Embrapa Gado de Leite mostra que o estresse térmico pode provocar alterações metabólicas e comportamentais. Em simulações para vacas com produção de 30 quilos de leite por dia, a redução chegou a quatro quilos diários em áreas mais críticas do Sudeste brasileiro.

A digitalização, porém, não substitui genética, alimentação, sanidade ou manejo. Seu resultado depende da qualidade da infraestrutura, da correta instalação dos equipamentos, da capacitação das equipes e da transformação dos dados coletados em decisões aplicáveis à rotina da fazenda.

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