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Senado aprova reformulação do seguro rural

Projeto prevê juros menores e prioridade no crédito para produtores segurados; texto segue para sanção presidencial.

O Senado aprovou na última semana um projeto de lei que reformula o seguro rural no Brasil, com medidas voltadas à ampliação da proteção dos produtores contra perdas e ao acesso ao crédito. Entre as principais mudanças estão a previsão de juros menores e prioridade na obtenção de financiamentos rurais para produtores que contratarem seguro.

A proposta também busca viabilizar o chamado Fundo Catástrofe, mecanismo previsto em lei desde 2010, mas que nunca entrou efetivamente em operação por falta de recursos contínuos e de regulamentação. Pelo projeto, o custo do seguro será apoiado por recursos públicos destinados ao fundo.

A expectativa é que o novo modelo contribua para reduzir a exposição dos produtores a eventos climáticos extremos e outros fatores que possam comprometer a produção e a renda rural.

Fundo terá participação do setor privado

O projeto estabelece que o Fundo Catástrofe será administrado por uma pessoa jurídica da qual poderão participar, como cotistas, seguradoras, cooperativas de seguros, resseguradoras, empresas da cadeia do agronegócio e cooperativas de produção agropecuária.

A estrutura pretende ampliar a capacidade de atuação do sistema de seguro rural e criar uma participação mais integrada entre governo e agentes privados do agronegócio.

O texto também estabelece novos benefícios para operações de crédito rural protegidas por seguro. As alterações feitas pela Câmara dos Deputados tiveram como foco principal o detalhamento das regras aplicáveis às apólices utilizadas como garantia em financiamentos rurais.

A expectativa é que o novo modelo contribua para reduzir a exposição dos produtores a eventos climáticos extremos e outros fatores que possam comprometer a produção e a renda rural.

Seguro poderá facilitar acesso ao crédito

Pelas novas regras, instituições financeiras poderão exigir cláusulas específicas nas apólices para que o seguro seja aceito como garantia de empréstimos.

Entre as possibilidades está a cessão fiduciária, mecanismo pelo qual o devedor transfere temporariamente ao credor a titularidade de determinado direito ou crédito até a quitação da dívida.

A medida busca aumentar a segurança das instituições financeiras e, ao mesmo tempo, criar condições para que produtores segurados tenham maior acesso ao crédito rural.

Proteção contra riscos climáticos

Autora do projeto, a senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) destacou que a reformulação do seguro rural atende a uma demanda antiga dos produtores e pode contribuir para dar maior estabilidade à atividade agropecuária.

“O seguro rural com certeza vai contribuir para a estabilidade da renda agrícola — e é disso que nós precisamos — e também para a segurança alimentar do nosso país, reduzindo a vulnerabilidade do produtor, estabilizando as cadeias produtivas e fortalecendo a resiliência do setor frente às mudanças climáticas”, afirmou.

Para o setor de proteína animal, a ampliação do seguro rural pode ter efeitos indiretos sobre a estabilidade das cadeias de produção de carnes, ovos e leite, especialmente diante do aumento dos riscos climáticos sobre a oferta de grãos e outros insumos utilizados na alimentação animal.

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