O Brasil recebeu novas autorizações para exportar produtos agropecuários à Argentina, ao Egito, ao Marrocos, ao Peru, ao Quênia e a Singapura. As aprovações foram comunicadas pelas autoridades dos seis países e divulgadas em 23 de outubro de 2026, em nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
As medidas contemplam diferentes segmentos, incluindo animais vivos, ingredientes destinados à alimentação animal, insumos de origem bovina, couro equino e sementes. As autorizações ampliam as possibilidades de comercialização desses produtos, desde que sejam atendidas as exigências dos mercados importadores.
Pecuária e nutrição animal estão entre os segmentos contemplados
No Marrocos, a autorização permite a exportação de bubalinos vivos destinados ao abate. A medida contempla o envio dos animais, e não de carne bubalina processada. O Egito, por sua vez, aprovou a importação de aves de criação destinadas a fins ornamentais.
Para o Quênia, foram autorizados ingredientes hemoderivados e palatabilizantes sem proteínas de ruminantes, destinados à alimentação animal. Esses produtos integram a cadeia de fabricação de alimentos para animais, com aplicações relacionadas à formulação e à aceitação das dietas.
Singapura também aprovou uma categoria de origem pecuária: o soro fetal bovino. O material é utilizado principalmente em culturas celulares, pesquisas laboratoriais e processos biotecnológicos, por conter componentes que auxiliam o crescimento de células em laboratório.

Peru e Argentina autorizam sementes e couro
Na agricultura, a Argentina autorizou a importação de sementes brasileiras de crotalária. O Peru aprovou sementes de feijão-mungo e coentro, além de couro equino.
As aprovações abrangem, portanto, tanto produtos de origem vegetal quanto materiais e animais ligados à atividade pecuária.
Autorizações não representam embarques imediatos
As novas permissões fazem parte dos processos de acesso a mercados internacionais, que envolvem a avaliação de requisitos sanitários e fitossanitários estabelecidos pelos países compradores.
O início das exportações dependerá do cumprimento das condições aplicáveis, da documentação exigida e da existência de operações comerciais entre fornecedores brasileiros e importadores.
O comunicado oficial não informou volumes previstos, valores de negócios ou datas para os primeiros embarques. Em outubro, o governo brasileiro havia anunciado a marca de 700 aberturas de mercados agropecuários desde 2023, contabilizando autorizações por produto e destino, e não a quantidade de países compradores.



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