O Sudão autorizou a importação de novas categorias de produtos agropecuários brasileiros, incluindo carnes, aves de um dia, ovos férteis e material genético animal. A decisão foi comunicada pela autoridade sanitária sudanesa e divulgada em 21 de outubro de 2026, em nota conjunta dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE).
As autorizações abrangem carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos e caprinos. Também estão contemplados bovinos e búfalos destinados à reprodução, além de embriões bovinos e bubalinos produzidos por técnicas in vitro e in vivo.
Avicultura e reprodução animal estão entre os segmentos contemplados
Na avicultura, a autorização inclui aves de um dia e ovos férteis, utilizados na formação e renovação de plantéis comerciais. A medida amplia as possibilidades de comercialização de material destinado à produção avícola, além de contemplar carnes e derivados.
Na pecuária, a inclusão de animais reprodutores e embriões abre possibilidades para operações comerciais relacionadas à reprodução de bovinos e bubalinos. Os embriões produzidos in vitro são obtidos por técnicas laboratoriais, enquanto os produzidos in vivo resultam de processos reprodutivos realizados no organismo das fêmeas.

Exportações dependem do cumprimento de exigências sanitárias
O aceite comunicado pelo Sudão representa uma etapa para viabilizar as exportações, mas não significa o início automático dos embarques. As operações deverão atender às exigências sanitárias aplicáveis a cada categoria, incluindo certificação oficial e eventuais procedimentos de habilitação de estabelecimentos.
Para produtos de origem animal, a exportação exige o atendimento aos requisitos do país importador e a emissão do Certificado Sanitário Internacional (CSI), quando aplicável. No caso de animais vivos e material genético, também podem ser necessárias habilitações e certificações veterinárias específicas.
A abertura ocorre em um cenário de expansão das exportações brasileiras de carnes. Em 2025, o setor movimentou US$ 31,81 bilhões no mercado internacional, crescimento de 21,5% em relação ao ano anterior. O valor corresponde às vendas para todos os destinos, não representando uma projeção de negócios com o Sudão.
Até o momento, o comunicado oficial não apresentou estimativas de volumes, valores comerciais ou previsão para o início dos embarques. A concretização das operações dependerá do atendimento às condições sanitárias e das negociações entre exportadores brasileiros e importadores sudaneses.



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