Os preços dos ovos comerciais registraram queda em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em 23 de outubro. O movimento é resultado do enfraquecimento da demanda, que reduziu o ritmo de comercialização e aumentou a necessidade de concessão de descontos nas negociações.
Segundo colaboradores consultados pelo centro de pesquisas, o mercado esteve mais lento nos últimos dias, com menor volume de vendas. Do lado da oferta, o cenário apresenta diferenças regionais: enquanto alguns agentes relatam estoques sob controle, outras praças já demonstram preocupação com o aumento dos volumes armazenados nas granjas.
A combinação entre demanda enfraquecida e maior disponibilidade de ovos em determinadas regiões tende a manter a pressão sobre as cotações no curto prazo, especialmente se o ritmo de consumo não apresentar recuperação.
Newcastle deve ter impacto limitado sobre o mercado de ovos
A confirmação de um foco de doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina, levou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a declarar emergência zoossanitária em quatro municípios da região.
Após o episódio, México e Chile anunciaram restrições à importação de produtos avícolas brasileiros. Apesar das medidas, pesquisadores do Cepea avaliam que os efeitos sobre o mercado nacional de ovos devem ser limitados.
A avaliação considera a baixa participação do México nas exportações brasileiras e o fato de a restrição chilena estar direcionada aos produtos provenientes de Santa Catarina.
Dessa forma, neste momento, o principal fator de pressão sobre os preços dos ovos continua sendo o enfraquecimento da demanda interna, enquanto os desdobramentos sanitários e comerciais seguem no radar do setor avícola.



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