Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
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Ovos encerram junho com alta média, mas julho começa pressionado

Valores elevados na primeira quinzena sustentaram o resultado mensal, enquanto férias escolares podem enfraquecer a demanda nas próximas semanas

Os preços médios dos ovos encerraram junho acima dos registrados em maio na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O resultado interrompeu a sequência de quedas observada nos dois meses anteriores, mesmo com o enfraquecimento das cotações na reta final do período.

Primeira quinzena sustenta resultado

A alta mensal foi sustentada principalmente pelos valores mais elevados praticados na primeira quinzena. Esse patamar compensou as baixas registradas na segunda metade de junho e manteve a média do mês em nível superior ao de maio.

Segundo o Cepea, a perda de força no fim do mês refletiu a redução do ritmo de negociações e a maior pressão sobre os preços. Ainda assim, o desempenho acumulado foi suficiente para reverter o movimento de retração observado anteriormente.

Em 2 de julho, os preços médios dos ovos brancos variaram de R$ 133,25, em Bastos (SP), a R$ 151,55, em Recife (PE), enquanto os ovos vermelhos oscilaram entre R$ 149,89 e R$ 165,13 nas praças acompanhadas. Crédito: Cepea/Esalq-USP

Julho começa com preços enfraquecidos

O início de julho, porém, apresenta cenário menos favorável para os produtores. As cotações começaram o mês enfraquecidas, exigindo atenção à velocidade das vendas e ao comportamento dos compradores nas principais praças acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

Outro ponto de preocupação é a sazonalidade do consumo. Julho costuma ser marcado por férias escolares, período em que a demanda institucional por ovos tende a perder intensidade, especialmente em mercados atendidos por merenda escolar, restaurantes e outros serviços de alimentação.

Oferta e consumo entram no radar

Diante desse quadro, produtores e distribuidores acompanham a possibilidade de novos ajustes ao longo do mês. A manutenção dos preços dependerá do equilíbrio entre oferta, ritmo de reposição e capacidade de absorção do mercado interno.

Mesmo com a valorização média de junho, o setor inicia o terceiro trimestre sob cautela. O desempenho das próximas semanas deverá indicar se a alta mensal foi apenas pontual ou se há espaço para uma recuperação mais consistente das cotações.

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