O Governo de São Paulo inaugura nesta sexta-feira (3), às 8h30, a ampliação e modernização do Laboratório de Inovação em Produtos Imunobiológicos do Instituto Biológico (IB-APTA), na capital paulista. Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a estrutura passa a ser o maior laboratório público de imunobiológicos veterinários da América Latina.
Capacidade produtiva será quadruplicada
Com a modernização, a capacidade produtiva será ampliada em quatro vezes. O foco está no abastecimento de insumos utilizados no diagnóstico da brucelose e da tuberculose bovina, doenças que exigem vigilância contínua por seus impactos sanitários, produtivos e comerciais sobre a pecuária.
A nova configuração também amplia a possibilidade de desenvolvimento de outros produtos e de atendimento aos programas oficiais de sanidade animal. Na prática, o investimento busca reduzir gargalos de oferta, aumentar a regularidade no fornecimento e fortalecer a resposta técnica do Estado às demandas de defesa agropecuária.

Produção atende programas nacionais
O Instituto Biológico produz imunobiológicos veterinários há mais de 80 anos. Atualmente, é o único fabricante público brasileiro de tuberculina e de antígeno de Brucella, insumos empregados na identificação da tuberculose e da brucelose em bovinos.
Esses produtos são utilizados em ações vinculadas a programas sanitários coordenados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A ampliação do laboratório, portanto, não atende apenas São Paulo, mas tem impacto sobre a disponibilidade nacional de materiais necessários ao diagnóstico e ao controle dessas enfermidades.
A inauguração será realizada na sede do Instituto Biológico, na Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1.252, na Vila Mariana, em São Paulo. O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, participa da cerimônia e acompanha a apresentação da nova estrutura.
Defesa agropecuária ganha reforço
A modernização reforça o papel da produção pública de insumos veterinários em um contexto de maior exigência por rastreabilidade, controle sanitário e segurança na cadeia de proteína animal. Com maior capacidade, o laboratório poderá apoiar de forma mais ampla as ações de monitoramento e prevenção conduzidas pelos serviços oficiais.




