Os preços de proteínas animais apresentaram comportamentos distintos em julho, segundo levantamento da Neogrid. Enquanto os ovos registraram queda de 5,3% no preço médio nacional e o frango recuou 2,4% na comparação com junho, a carne suína avançou 3,4% no Sudeste. Na mesma região, a carne bovina apresentou retração de 3,5%.
Os dados fazem parte do estudo Variações de Preços: Brasil & Regiões, elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados voltado à gestão da cadeia de consumo. O levantamento mostra movimentos diferentes entre as categorias da cesta e reforça a influência das condições regionais sobre a formação de preços.
No cenário nacional, os legumes tiveram a maior queda em julho, com recuo de 9,8%, seguidos pelos ovos, que ficaram 5,3% mais baratos. Entre as demais categorias que registraram redução estão xampu (-4,9%), frango (-2,4%) e sabonete (-2,1%).
Na direção oposta, o leite UHT apresentou a maior alta do mês, de 4,1%, seguido por detergente líquido (3%), massas alimentícias secas (2,5%) e massa de tomate (2,4%).
O movimento ocorre em um contexto de desaceleração da inflação. O IPCA passou de 0,16% em junho para 0,07% em julho, acumulando alta de 3,44% no ano. Segundo dados do IBGE, a alimentação no domicílio também apresentou queda, de 1,14% no mês, influenciada principalmente pela redução nos preços de produtos como tomate, cenoura e batata.
Pressão acumulada permanece sobre alimentos
Apesar da queda registrada em julho, algumas categorias continuam apresentando forte valorização no acumulado do ano. Entre dezembro de 2025 e julho de 2026, os legumes tiveram alta de 35,5% no preço médio nacional, passando de R$ 5,50 para R$ 7,45.
O feijão aparece na sequência, com avanço acumulado de 35%. Também registraram altas no período o leite UHT (28,1%), o pão (5,5%) e a farinha de mandioca (5,2%).
O cenário evidencia que uma redução pontual nos preços não necessariamente representa reversão da pressão acumulada ao longo do ano, especialmente em categorias sujeitas a fatores sazonais e regionais.

Sudeste tem comportamentos distintos entre as carnes
No Sudeste, os movimentos observados entre as proteínas animais foram ainda mais heterogêneos. A carne suína ficou 3,4% mais cara em julho, mesma variação registrada pelas massas alimentícias secas e pelo pão.
Por outro lado, a carne bovina apresentou queda de 3,5%, uma das maiores retrações entre as categorias analisadas na região. Os legumes lideraram as quedas, com recuo de 11,8%, seguidos por xampu (-4,3%), feijão (-3,3%) e sabonete (-2,6%).
Entre as maiores altas do Sudeste também aparecem leite UHT (4,6%), biscoitos (3,2%) e massas alimentícias secas (3,4%).
Para Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid, as diferenças regionais mostram que médias nacionais precisam ser analisadas com cautela por indústria e varejo.
“Essa desaceleração mostra que o comportamento dos preços de categorias como legumes, ovos e itens de higiene não é uniforme em todo o Brasil. Para a indústria e o varejo, isso reforça a importância de um olhar mais estratégico sobre as médias nacionais, permitindo ajustar desde a precificação até o mix de produtos de acordo com as particularidades de cada região. Por isso, um dos grandes desafios do abastecimento é ir além da média nacional e obter uma visão mais detalhada do comportamento dos preços em cada mercado”, afirma.
Para o setor de proteína animal, o cenário reforça a necessidade de acompanhar não apenas a variação mensal dos preços, mas também as diferenças entre categorias e mercados regionais. Em julho, a queda dos preços de ovos e frango no país contrastou com a valorização da carne suína no Sudeste e com a retração da carne bovina na mesma região.
Se quiser, também posso adaptar o texto para um estilo mais “portal de notícias do agro”, com título mais forte, linha fina, intertítulos e abertura voltada especificamente ao mercado de carnes, ovos e frango.



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