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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
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Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
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Oferta restrita de milho e aquecimento nas exportações sustentam preços de grãos no Brasil

Movimentos distintos nos mercados de milho e soja refletem restrição de oferta, câmbio favorável e forte demanda internacional, segundo o Cepea.

milho

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), preços do milho e da soja seguem firmes no mercado brasileiro, refletindo condições favoráveis tanto na oferta interna quanto na demanda externa.

Milho: oferta limitada e demanda aquecida em foco

No mercado de milho, a oferta restrita disponível no mercado spot vem sustentando as cotações, com vendedores — atentos à valorização dos preços nos portos e do mercado externo — reduzindo volumes ofertados ou exigindo melhores condições em novos contratos. Apesar disso, a baixa demanda interna impede avanços mais expressivos nos valores, uma vez que consumidores ainda recorrem aos estoques aguardando maior disponibilidade.

Paralelamente, o ritmo de exportações tem sido um fator de suporte adicional: em agosto de 2025, o Brasil embarcou 6,84 milhões de toneladas de milho — o que representa um crescimento de 18% no ritmo diário e um volume 13% maior do que em agosto de 2024. Esse cenário reforça a valorização dos preços domésticos, sustentados pelo aumento da paridade de exportação e pela crescente procura internacional.

De janeiro a agosto de 2025, os embarques da soja somaram 86,5 milhões de toneladas

Soja: exportações aquecidas e câmbio favorecem cotação

Quanto à soja, os preços vêm em trajetória de alta. Esse movimento é impulsionado pela forte performance dos embarques de grãos e óleo, que intensificam a disputa entre compradores domésticos e estrangeiros, elevando os prêmios de exportação. Além disso, a valorização do dólar frente ao real aumenta a competitividade do produto brasileiro, estimulando as operações internas.

Mesmo com uma queda de 23,8% no volume exportado em agosto em relação a julho — comportamento considerado sazonal — o total de 9,33 milhões de toneladas embarcadas representa recorde para o mês. No acumulado de janeiro a agosto de 2025, os embarques somaram 86,5 milhões de toneladas, também atingindo patamar recorde.

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