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Nova política tarifária dos EUA amplia competitividade do agro brasileiro

Fim de sobretaxas e definição de alíquota global de 15% favorecem exportações e reabrem espaço para produtos estratégicos no mercado norte-americano

O agronegócio brasileiro ganhou novo fôlego no comércio internacional após mudanças na política tarifária dos Estados Unidos. A decisão da Suprema Corte americana de considerar ilegais sobretaxas de até 40% alterou o cenário e levou à adoção de uma alíquota global de 15% para importações, reduzindo a pressão sobre produtos brasileiros.

Com a retirada das sobretaxas e a definição de uma tarifa menor, o Brasil recupera competitividade em segmentos estratégicos. O novo contexto é avaliado como positivo por autoridades brasileiras, já que diversos produtos nacionais enfrentavam condições menos favoráveis frente a concorrentes internacionais.

Entre os setores mais beneficiados estão café solúvel e pescados, que haviam registrado queda nas vendas para os Estados Unidos durante o período de incerteza. Em alguns casos, a tarifa chegou a zero, o que tende a estimular a retomada das exportações e reduzir perdas estimadas anteriormente.

Exportações do agronegócio brasileiro ganham novo cenário com a redefinição das tarifas norte-americanas e expectativa de maior competitividade no mercado internacional. Crédito: Reprodução

Outros produtos com potencial de avanço incluem combustíveis, carne, celulose e suco de laranja. No caso do café, a ausência de taxação é considerada decisiva para uma cadeia produtiva que envolve milhões de trabalhadores e depende do fluxo constante de embarques ao mercado externo.

A expectativa agora se volta para o encontro previsto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que pode consolidar acordos comerciais e fortalecer a relação bilateral. A agenda diplomática busca garantir previsibilidade e regras mais estáveis para o comércio entre os países.

Analistas apontam que a aproximação entre Brasil e Estados Unidos pode reduzir impactos da volatilidade global e contribuir para ampliar a presença do agro brasileiro no exterior, especialmente diante das negociações comerciais envolvendo grandes potências.

Paralelamente, o país avança em outras frentes de integração, como o acordo entre Mercosul e União Europeia. A proposta deve ser analisada pelo Congresso Nacional e, posteriormente, pelo Senado e pelo Parlamento do Mercosul, como estratégia para diversificar mercados e reduzir a dependência de decisões tarifárias externas.

Fonte: Governo Federal e Setor Produtivo, adaptado pela equipe Feed&Food

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