Os mercados brasileiros de milho e soja apresentaram comportamentos distintos nos últimos dias, segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto o milho registrou apenas ajustes pontuais diante da cautela de compradores e vendedores, a soja permaneceu sustentada pela menor oferta e pelas incertezas relacionadas à nova safra.
Milho tem negociações limitadas
Os preços do milho pouco oscilaram nas principais regiões acompanhadas pelo Cepea. Produtores vêm restringindo a oferta no mercado spot enquanto avançam com os trabalhos de semeadura após períodos de chuvas intensas no Sul e Sudeste.
A atenção também permanece voltada ao clima. O acompanhamento oficial do El Niño indica mais de 90% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte no trimestre setembro-outubro-novembro, cenário que mantém produtores atentos aos possíveis impactos sobre as lavouras.

Crédito: Reprodução/Cepea
Do lado comprador, a demanda segue pontual, com consumidores utilizando estoques para atender às necessidades de curto prazo.
O Indicador do Milho ESALQ/B3 encerrou 25 de setembro em R$ 69,65 por saca de 60 quilos, queda diária de 0,23% e recuo acumulado de 0,83% no mês.
Oferta menor sustenta soja
Na soja, produtores seguem resistentes à venda de grandes volumes da safra 2025/26 e também à fixação antecipada da temporada 2026/27. A menor disponibilidade, as preocupações climáticas e o câmbio têm ajudado a sustentar as cotações.

Crédito: Reprodução/Cepea
O Indicador CEPEA/ESALQ Paraná fechou o dia 25 em R$ 154,38 por saca, com alta acumulada de 2,03% em setembro. Em Paranaguá (PR), o valor ficou em R$ 161,00, avanço mensal de 0,98%.

No exterior, as negociações comerciais entre China e Estados Unidos continuam no radar. Um acordo anunciado neste domingo para redução de tarifas sobre aproximadamente US$ 60 bilhões em produtos não incluiu a soja, mantendo incertezas sobre o comércio da oleaginosa entre os dois países.



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