O poder de compra dos avicultores de postura de São Paulo em relação ao milho voltou a crescer em outubro de 2026, após três meses consecutivos de queda. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o cereal barateou mais que os ovos, melhorando a relação de troca entre a produção comercializada e um dos principais ingredientes da ração.
Na prática, a receita obtida com uma mesma quantidade de ovos passou a permitir a aquisição de mais milho. Essa melhora, porém, não significa necessariamente aumento da rentabilidade, já que outros custos de produção também influenciam o resultado das granjas.
De acordo com a equipe de Grãos do Cepea, a pressão sobre os preços do milho foi provocada pela elevada oferta no mercado brasileiro. A retração das cotações internacionais e a desvalorização do dólar também contribuíram para as quedas internas.
Farelo de soja mantém pressão sobre os custos
O cenário foi diferente para o farelo de soja, outro ingrediente importante das rações de poedeiras. Com a valorização do derivado, o poder de compra dos avicultores paulistas diminuiu pelo quarto mês consecutivo, conforme o Cepea.

Assim, o alívio proporcionado pelo milho não se estendeu a todos os insumos utilizados na alimentação das aves. A diferença evidencia por que a relação de troca precisa ser acompanhada separadamente para cada componente da ração.
Cotações de ovos em novembro
No levantamento diário de 5 de novembro, o Cepea apontou preço médio de R$ 129,09 por caixa de 30 dúzias de ovos brancos tipo extra em Bastos (SP). Para os ovos vermelhos da mesma classificação, a média foi de R$ 143,13, na condição FOB, com retirada do produto na origem.
Na Grande São Paulo (SP), as referências do mesmo dia foram de R$ 138,22 para ovos brancos tipo extra e R$ 153,94 para vermelhos da mesma classificação, na condição CIF, que inclui entrega no destino considerado pela pesquisa.
Essas cotações retratam o início de novembro e não substituem a comparação mensal de outubro. Para os produtores, o comportamento relativo dos preços dos ovos, do milho e do farelo segue sendo um indicador importante para acompanhar o custo alimentar.



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