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México reconhece regionalização sanitária para Newcastle e limita restrições a Santa Catarina

Decisão permite manter embarques de carne de frango de outras regiões habilitadas do Brasil.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a decisão do México de reconhecer o princípio da regionalização sanitária diante de ocorrências relacionadas à Doença de Newcastle no Brasil. O reconhecimento ocorreu 12 dias após a notificação do primeiro foco e permitirá restringir, neste momento, as medidas comerciais ao estado de Santa Catarina, preservando as exportações provenientes de outras regiões brasileiras habilitadas.

A decisão é resultado de uma articulação técnica e diplomática envolvendo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Ministério das Relações Exteriores, a Embaixada do Brasil no México, a Adidância Agrícola e o setor produtivo nacional, em diálogo com as autoridades sanitárias mexicanas.

Segundo a ABPA, o avanço demonstra a importância do trabalho conjunto entre governo e iniciativa privada para estabelecer condições comerciais compatíveis com a capacidade brasileira de vigilância epidemiológica, contenção e controle sanitário.

Negociações prévias ajudam a preservar exportações

O reconhecimento da regionalização é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, que incluiu a atualização dos Certificados Sanitários Internacionais e negociações para o reconhecimento de áreas não afetadas por ocorrências sanitárias.

Essa preparação permite que eventuais restrições comerciais sejam delimitadas às regiões envolvidas, evitando que episódios sanitários localizados comprometam as exportações de todo o país.

Para a ABPA, a decisão mexicana representa um reconhecimento da credibilidade do Serviço Veterinário Oficial brasileiro e da transparência na condução das medidas de controle sanitário.

A entidade também ressalta que seguirá atuando em conjunto com o governo brasileiro para ampliar o reconhecimento do princípio da regionalização por outros parceiros comerciais. O objetivo é garantir maior previsibilidade às operações de exportação, reduzir os impactos de ocorrências sanitárias localizadas e contribuir para a manutenção do abastecimento internacional de proteína animal.

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