As diarreias neonatais continuam sendo um dos principais desafios sanitários e econômicos da suinocultura. Presentes principalmente nos primeiros dias de vida, os quadros entéricos em leitões provocam queda de desempenho, aumento da mortalidade e maiores custos operacionais nas granjas.
Os agentes mais comuns associados ao problema incluem bactérias como Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC) e Clostridium perfringens tipo C, além de vírus como rotavírus, TGEv e PEDv. Esses patógenos, amplamente presentes no ambiente de maternidade, afetam os animais recém-nascidos, cujo sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.
A principal forma de proteção nesta fase é a imunidade passiva obtida por meio da ingestão adequada de colostro. Rico em imunoglobulinas, o colostro fornece anticorpos essenciais à defesa intestinal, além de nutrientes e componentes antimicrobianos. Falhas nesse processo aumentam a suscetibilidade às infecções e elevam o risco de mortalidade precoce.
Mesmo em casos subclínicos, os impactos das diarreias incluem menor peso ao desmame, crescimento desuniforme e maior uso de antimicrobianos, o que também eleva o risco de resistência bacteriana.
Nesse contexto, a vacinação das fêmeas gestantes com vacinas específicas tem se consolidado como uma estratégia eficaz. O protocolo estimula a produção de anticorpos nas matrizes, que são transferidos aos leitões pelo colostro e pelo leite, protegendo-os contra infecções intestinais no início da vida.

Para Pedro Filsner, médico-veterinário e gerente nacional de serviços veterinários de suínos da Ceva Saúde Animal, a adoção de programas de imunização materna deve ser contínua e integrada aos protocolos sanitários das granjas. “A proteção dos leitões começa antes do nascimento. A vacinação das fêmeas permite a entrega de leitegadas mais saudáveis e com maior capacidade de enfrentar os desafios sanitários”, afirma.
Além da imunização, outros fatores como manejo, higiene e nutrição também influenciam a incidência das diarreias. No entanto, segundo Filsner, a vacinação tem se mostrado uma das medidas mais consistentes e economicamente viáveis para prevenir quadros entéricos ainda na fase lactente.
A Ceva Saúde Animal reforça seu suporte técnico ao setor, com foco em práticas que contribuam para a melhoria dos indicadores zootécnicos e a sustentabilidade das granjas.
Fonte: Ceva Saúde Animal, adaptado pela equipe FeedFood
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