A Organização Mundial de Saúde Animal confirmou a ocorrência de 12 novos surtos de febre aftosa na Grécia, ampliando o cenário de atenção sanitária no país europeu. Até o momento, não há registros da doença envolvendo suínos.
Os novos casos foram identificados no final de março de 2026 nas regiões de Pelopi, Lesbos e Napis, todas localizadas na área do Egeu Norte. Com as atualizações, o número total de surtos no país chegou a 17.
Avanço da doença amplia preocupação
A febre aftosa tem afetado principalmente rebanhos de ovinos, caprinos e bovinos, com impacto direto sobre a sanidade animal e a produção pecuária local. Dados recentes indicam 3.909 animais suscetíveis e 282 casos confirmados até o momento.
A identificação do sorotipo SAT-1 reforça a necessidade de monitoramento rigoroso, já que diferentes variantes do vírus podem influenciar a dinâmica de disseminação da doença.
Distribuição dos surtos por região
Na região de Lesbos, foram registrados focos em propriedades com diferentes composições de rebanho, incluindo criações mistas de ovinos, caprinos e bovinos. Os casos confirmados variam entre 11 e 25 por propriedade, com centenas de animais suscetíveis.
Em Napis, um dos surtos envolveu uma fazenda com mais de 200 animais suscetíveis, com 21 casos confirmados. Já em Pelopi, múltiplas propriedades registraram infecções, incluindo rebanhos de ovelhas e criações mistas, com números que variam de 5 a 22 casos por foco.

Ausência de casos em suínos
Apesar do avanço da doença entre ruminantes, não há registros de infecção em suínos até o momento. Esse fator reduz parcialmente o impacto sobre a cadeia suinícola, mas não elimina o risco sanitário geral.
A febre aftosa é altamente contagiosa e pode afetar diferentes espécies, o que exige vigilância constante mesmo em setores ainda não atingidos.
Monitoramento e controle seguem prioritários
Diante do avanço dos casos, autoridades sanitárias mantêm o monitoramento ativo nas regiões afetadas, com foco na contenção da disseminação e proteção dos rebanhos.
A evolução dos surtos na Grécia reforça a importância de medidas preventivas e da vigilância contínua em países com forte atividade pecuária, especialmente diante do risco de propagação para outras regiões da Europa.
Fonte: WOAH, adaptado pela equipe Feed&Food
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