A carne de frango representa entre 82,71% e 94,1% das exportações catarinenses destinadas a Bahrein, Catar e Kuwait, conforme dados apresentados pela Epagri. A importância desse comércio foi discutida na terça-feira (13), em Florianópolis, durante encontro com representantes desses países, do Marrocos e da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. A reunião buscou identificar oportunidades de exportação, investimentos e cooperação técnica.
O encontro ocorreu na sede da Epagri, com participação da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). O agronegócio responde por cerca de 65% das exportações estaduais e movimentou mais de US$ 7,94 bilhões em vendas externas em 2025, segundo os órgãos catarinenses.

Exportações de frango avançam em 2026
Em 2026, a avicultura segue relevante para o comércio exterior do estado. De janeiro a agosto, Santa Catarina exportou 866,6 mil toneladas de carne de frango, com receita de US$ 1,85 bilhão, avanços de 14,5% em volume e 20,1% em faturamento frente ao mesmo período de 2025, conforme a Epagri/Cepa.
O resultado de setembro, porém, mostrou recuo no volume mensal. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o estado embarcou 111 mil toneladas naquele mês, 4,8% menos do que em setembro de 2025. No mercado marroquino, diferentemente dos outros três países da comitiva, madeira e derivados, excluídos os móveis, lideram as vendas catarinenses, com participação de 64,4%.

Sanidade e certificação halal
Na reunião, a Cidasc apresentou iniciativas de rastreabilidade individual de bovinos e monitoramento de áreas produtoras de moluscos bivalves. Os controles sanitários são relevantes para o acesso a mercados internacionais, mas não substituem requisitos específicos, como a certificação halal, quando exigida pelos importadores de carnes.
Pesquisa e novas oportunidades comerciais
A Epagri também apresentou pesquisas e ações de extensão rural nas cadeias da pecuária, aquicultura, pesca e mel. Segundo o presidente da instituição, Dirceu Leite, “Apresentar esse trabalho a representantes de outros países é uma oportunidade de aproximar nossos produtores de novos mercados, identificar oportunidades e construir parcerias”.

A comitiva conheceu ainda políticas de apoio à produção e à defesa agropecuária. Apesar das possibilidades discutidas, o comunicado oficial não informou a assinatura de contratos de exportação ou acordos comerciais durante o encontro.



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