Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) registrou leve alta em junho, impulsionado principalmente pelos aumentos nos preços das proteínas de origem animal. O índice geral alcançou 128 pontos no mês, o que representa uma alta de 0,5% em relação a maio e de 5,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar da elevação, o indicador segue 20,1% abaixo do pico histórico registrado em março de 2022.
Entre os componentes do índice, o grupo das carnes foi o que mais se destacou, atingindo 126 pontos – o maior nível já registrado pela FAO. Os preços internacionais da carne bovina subiram com força, impulsionados pela redução da oferta exportável de grandes fornecedores, como o Brasil, e pela forte demanda por importações, especialmente nos Estados Unidos e na Austrália. As cotações da carne suína também avançaram, refletindo o aumento da procura global. A carne ovina manteve a trajetória de alta devido à oferta limitada, particularmente na Oceania. A única exceção foi a carne de aves, que recuou após um período de superoferta, sobretudo no Brasil, em decorrência de restrições temporárias impostas por surtos de gripe aviária. No entanto, com a retomada das autorizações sanitárias, as exportações começaram a se recuperar.

Os preços dos laticínios também subiram em junho, com o índice do segmento atingindo 154,4 pontos – aumento de 0,5% em relação ao mês anterior e de 20,7% na comparação anual. A manteiga liderou a alta, alcançando um recorde de 225 pontos, puxada pela baixa disponibilidade exportável na Oceania e na União Europeia e pela forte demanda de importadores da Ásia e do Oriente Médio.
A elevação dos preços das proteínas reflete a combinação de uma oferta global mais restrita, efeitos climáticos e sanitários sobre a produção, e uma demanda internacional ainda aquecida. A situação reforça a preocupação com o acesso a alimentos ricos em nutrientes, especialmente em países que enfrentam insegurança alimentar. A FAO alerta que a volatilidade do mercado e os fatores climáticos seguirão influenciando os preços nos próximos meses.
LEIA TAMBÉM:
Influenza aviária será tema central do 15º Simpósio Técnico da ACAV
Simpósio da ACAV anuncia programação científica com foco em inovação e sanidade
Marcondes Aurélio Moser é eleito presidente da ACAV para o biênio 2025/2027





