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El Niño exige planejamento de municípios para pesca e aquicultura

Fenômeno pode alterar chuvas, níveis dos rios e qualidade da água.

Municípios com atividades de pesca e aquicultura precisam ampliar o acompanhamento das condições meteorológicas e hidrológicas diante da intensificação do El Niño. Confirmado em junho de 2026, o fenômeno deve permanecer pelo menos até o início de 2027 e pode alterar chuvas, temperaturas e disponibilidade de água em diferentes regiões brasileiras.

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) recomenda que governos locais acompanhem informações oficiais e mantenham comunicação permanente com pescadores, aquicultores, associações, colônias e cooperativas para antecipar possíveis impactos sobre produção, navegação e acesso às comunidades.

Impactos variam entre regiões

O boletim do Painel El Niño indica, de forma geral, tendência de chuvas abaixo da média no centro-norte do País e volumes superiores à média em áreas do Sul. Também há elevada probabilidade de temperaturas acima do normal durante o segundo semestre.

Na pesca, reduções nos níveis de rios podem limitar a navegação e alterar condições dos ambientes aquáticos. Chuvas intensas, por outro lado, podem elevar riscos de enchentes e provocar danos a estruturas e acessos utilizados pelas comunidades.

Pesca artesanal pode ser diretamente afetada por alterações nos níveis dos rios, nas chuvas e nas condições de navegação associadas ao El Niño. Crédito: Reprodução.

Na aquicultura, mudanças na temperatura da água e no oxigênio dissolvido exigem atenção porque interferem nas condições dos cultivos. O acompanhamento desses parâmetros permite identificar alterações antes que provoquem problemas sanitários ou perdas produtivas.

Monitoramento ajuda na resposta

Entre as orientações está o acompanhamento dos avisos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e de informações hidrológicas oficiais sobre rios e reservatórios. Os órgãos que integram o Painel El Niño reforçam a necessidade de monitoramento contínuo das condições meteorológicas e hidrológicas.

O MPA também recomenda integração entre áreas municipais de pesca e aquicultura, meio ambiente, recursos hídricos, assistência social, saúde e Defesa Civil.

Registrar mortalidade de peixes, perdas produtivas, danos em estruturas, alterações nos níveis dos rios e dificuldades de acesso também pode ajudar a dimensionar os impactos e subsidiar medidas de resposta.

Como os efeitos do El Niño variam territorialmente, as ações devem considerar as características de cada município e ser atualizadas conforme novas previsões climáticas forem divulgadas.

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