Os preços médios reais do frango inteiro congelado e resfriado atingiram, em outubro de 2026, os maiores níveis desde dezembro de 2025. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o resultado foi impulsionado pela demanda interna aquecida e pelo ritmo das exportações brasileiras.
De acordo com os pesquisadores, a procura pela carne permaneceu firme durante o mês, especialmente pelas compras das famílias. Esse movimento favoreceu as negociações no atacado e contribuiu para sustentar as cotações da cadeia avícola.
No mercado externo, os embarques já apresentavam resultados expressivos. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Brasil exportou 500,3 mil toneladas de carne de frango em setembro, crescimento de 3,7% em relação ao mesmo mês de 2025.

Valorização alcança o frango vivo
A maior procura pela carne também ampliou a demanda dos frigoríficos por animais destinados ao abate. Como consequência, o frango vivo registrou valorização no estado de São Paulo, alcançando, em outubro, sua maior cotação em um ano.
Nos indicadores do Cepea referentes ao mercado atacadista paulista, o frango inteiro congelado encerrou 30 de outubro cotado a R$ 8,22 por quilo. O resfriado terminou o mês a R$ 8,24/kg.
Entretanto, os primeiros dias de novembro apresentaram ajustes negativos. Em 5 de novembro, o congelado foi negociado a R$ 8,06/kg, queda diária de 1,83%, enquanto o resfriado chegou a R$ 8,08/kg, recuo de 1,82%. Esses valores são cotações diárias e não alteram o resultado das médias mensais registrado em outubro.

Newcastle não interrompe negociações
A movimentação comercial permaneceu firme apesar da confirmação de três focos da doença de Newcastle em Santa Catarina, entre 18 e 26 de outubro, nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim.
Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), os estabelecimentos afetados passaram por procedimentos de despovoamento, limpeza e desinfecção, entrando posteriormente em período de vazio sanitário.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também manteve negociações com parceiros internacionais para ampliar o reconhecimento da regionalização sanitária, mecanismo que permite restringir as importações às áreas afetadas, conforme as exigências de cada país.



Nenhuma discussão ainda. Seja o primeiro a comentar.