O poder de compra do avicultor de postura paulista frente ao milho e ao farelo de soja recuou em setembro pelo terceiro mês consecutivo, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
A perda foi mais intensa na relação com o farelo de soja e reflete a combinação entre custos maiores de alimentação e preços mais baixos dos ovos.
Terceiro trimestre amplia pressão
Na comparação entre o terceiro e o segundo trimestre de 2026, a alta dos custos de produção, somada à desvalorização dos ovos, deteriorou as relações de troca do produtor.
Segundo o Cepea, tanto a capacidade de compra de milho quanto a de farelo de soja atingiram, no terceiro trimestre, os menores patamares em termos reais desde 2022.

A alimentação representa uma parcela importante dos custos da avicultura de postura, o que torna as oscilações dos dois insumos determinantes para as margens da atividade.
Cotações seguem abaixo dos níveis do início de setembro
Os preços dos ovos também permanecem pressionados. Em 1º de outubro, a caixa de 30 dúzias de ovos brancos foi negociada a R$ 124,07 em Bastos (SP) e a R$ 133,11 na Grande São Paulo. Para os ovos vermelhos, os valores ficaram em R$ 137,51 em Bastos e R$ 144,04 na Grande São Paulo.
No início de setembro, essas mesmas praças registravam preços superiores, indicando que a recuperação observada em alguns momentos do mês não foi suficiente para reverter a perda de poder de compra.
O comportamento dos grãos e das cotações dos ovos seguirá, portanto, como fator central para a evolução das margens dos produtores ao longo de outubro.



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