O consumo de ovos no Brasil deverá atingir 301 unidades por habitante em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Se confirmado, o volume representará alta de 4,5% em relação às 288 unidades por habitante registradas em 2025 e praticamente seis ovos consumidos por semana, em média, por brasileiro.
O avanço ganha ainda mais relevância quando analisado em um horizonte de duas décadas. Em 2006, o consumo per capita era de 142,3 ovos. Com a projeção para 2026, o crescimento acumulado será de 111,5%, mais que dobrando em 20 anos.
A evolução ocorre em um momento de expansão da produção nacional. A ABPA estima que o Brasil produza 64,8 bilhões de ovos em 2026, alta de até 4,1% sobre os 62,253 bilhões de unidades produzidos no ano passado. O volume deverá estabelecer um novo recorde para a cadeia.
Consumo avança de forma consistente
Os dados da ABPA mostram uma trajetória contínua de crescimento da presença do ovo na alimentação brasileira. O consumo per capita passou de 148 unidades em 2010 para 191 em 2015 e chegou a 251 unidades em 2020.
Em 2025, o indicador alcançou 288 ovos por habitante, resultado 102,4% superior ao registrado em 2006. Para 2026, a expectativa é de novo crescimento, para 301 unidades.
Na avaliação do presidente da ABPA, Ricardo Santin, a expansão está relacionada à consolidação do ovo como uma proteína versátil, nutritiva e acessível. “Em duas décadas, o consumo de ovos mais que dobrou no Brasil. Esse avanço demonstra a confiança da população em uma proteína versátil, nutritiva e acessível. Também é resultado de um amplo trabalho realizado pelo setor para difundir informações, diversificar produtos, aprimorar processos e ampliar a oferta de alimentos de qualidade à população”, afirma.

Cadeia produtiva amplia investimentos
O crescimento da demanda foi acompanhado pela modernização da cadeia produtiva de ovos. Nos últimos anos, produtores e empresas ampliaram investimentos em tecnologia, genética, nutrição, ambiência, manejo, sanidade, bem-estar animal e biosseguridade.
Para o setor, a evolução desses indicadores tem contribuído para elevar a capacidade da avicultura de postura de atender ao mercado interno, além de acompanhar mudanças nos hábitos e nas demandas dos consumidores.
A oferta também se tornou mais diversificada, com diferentes sistemas de produção, apresentações e produtos processados destinados tanto ao consumidor final quanto à indústria de alimentos.
Produção pode chegar a 66,5 bilhões de ovos em 2027
As primeiras projeções da ABPA apontam que o mercado deverá manter a trajetória de crescimento em 2027. A produção brasileira poderá alcançar 66,5 bilhões de unidades, avanço de até 2,6% em relação à estimativa para 2026.
O consumo per capita também poderá avançar, chegando a 312 ovos por habitante. O volume representaria crescimento de até 3,5% sobre a projeção deste ano.
Se confirmado, o resultado significará um aumento de 119,3% no consumo per capita em relação a 2006.
Para Santin, os números indicam que o ovo deve seguir ganhando espaço na dieta dos brasileiros.
“As projeções mostram que o ovo continuará ampliando sua presença na alimentação dos brasileiros. Celebrar o Dia Mundial do Ovo é reconhecer essa evolução e, especialmente, o trabalho de uma cadeia produtiva tecnificada e comprometida com a sanidade, a qualidade e a segurança dos alimentos”, afirma.
A Semana Mundial do Ovo é celebrada internacionalmente e tem como principal marco o Dia Mundial do Ovo, comemorado em 9 de outubro. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre o alimento e destacar a importância da cadeia produtiva responsável por sua produção e distribuição.



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