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Brasil x Haiti na Copa destaca protagonismo brasileiro na proteína animal

No dia do segundo jogo da seleção brasileira de futebol pela Copa do Mundo, dados de frango, carne bovina, suínos, ovos, aquicultura e genética mostram onde o País atua como referência no abastecimento mundial

O Brasil volta a campo nesta sexta-feira (19), contra o Haiti, às 21h30, no horário de Brasília, no Estádio de Filadélfia, nos Estados Unidos, pela segunda rodada do Grupo C. Fora do ambiente esportivo, o jogo também serve de gancho para observar em quais cadeias da proteína animal o País ocupa posições estratégicas no mercado global.

A comparação com uma “escalação” da proteína animal ajuda a traduzir a presença brasileira em diferentes segmentos. Frango, carne bovina, carne suína, ovos, aquicultura, grãos para ração e genética animal compõem uma estrutura produtiva que conecta campo, agroindústria, cooperativas, frigoríficos, logística, portos e mercados internacionais.

Exportações sustentam liderança

Na carne de frango, o Brasil ocupa uma das posições mais fortes da cadeia global. O País manteve, em 2025, a liderança mundial nas exportações da proteína, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em maio de 2026, as vendas externas de carne de frango in natura somaram US$ 883 milhões, com 442 mil toneladas embarcadas, conforme levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A carne bovina também coloca o Brasil entre os principais fornecedores internacionais de proteína animal. Em maio, as exportações brasileiras do produto alcançaram 297 mil toneladas e receita de US$ 1,83 bilhão, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). No acumulado de janeiro a maio, o País exportou 1,388 milhão de toneladas de carne bovina, avanço de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A carne suína completa o grupo de proteínas animais com forte presença externa. Em maio, as exportações de carne suína in natura somaram US$ 278 milhões, com 111 mil toneladas embarcadas. Segundo o Mapa, as três principais proteínas animais exportadas pelo Brasil, bovina, de frango e suína, registraram recordes de valor e volume para o mês de maio.

Proteínas animais como carne bovina, suína, frango, pescado e ovos ajudam a ilustrar o protagonismo do Brasil no abastecimento global, em um cenário que remete à atmosfera da Copa do Mundo. Crédito: Imagem gerada por IA

Ovos e aquicultura ampliam presença

Na produção de ovos, o Brasil não lidera o ranking mundial, mas está entre os mercados relevantes da proteína. Segundo dados consolidados pela ABPA, o País produziu 62,3 bilhões de unidades em 2025, com consumo per capita de 288 ovos por habitante ao ano. O setor ganha importância por oferecer proteína de alto valor nutricional, ampla presença no mercado interno e potencial de expansão nas exportações.

Na aquicultura, o Brasil também avança em produção. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção brasileira de peixes chegou a 724,9 mil toneladas em 2024, crescimento de 10,3%. Cadeias como a tilapicultura têm ampliado a relevância do setor na oferta nacional de proteína e no debate sobre diversificação da produção animal.

Base produtiva e tecnologia

O protagonismo brasileiro na proteína animal depende diretamente da produção de grãos. Milho e soja são fundamentais para a formulação de rações e influenciam os custos de aves, suínos, ovos, leite, bovinos em sistemas intensivos e peixes. Em maio, a soja em grãos permaneceu como o principal produto exportado pelo agronegócio brasileiro, com US$ 6,3 bilhões em vendas externas e 14,8 milhões de toneladas embarcadas.

Na genética animal, a comparação internacional exige cautela, porque não há um único ranking que defina liderança em todas as espécies. No caso brasileiro, o diferencial está no desenvolvimento e na adaptação de raças, linhagens e tecnologias às condições tropicais, especialmente na bovinocultura, na avicultura, na suinocultura e em programas de melhoramento voltados à eficiência produtiva, sanidade e produtividade.

Em maio, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 16 bilhões, alta de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. O setor respondeu por 50,2% das exportações totais do País no período. Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, esse desempenho representa “renda no campo, emprego na indústria, fortalecimento das cooperativas e mais presença do Brasil no mundo”.

A Copa do Mundo amplia a visibilidade dos países em campo, mas também ajuda a lembrar que grandes eventos dependem de cadeias capazes de produzir, processar, armazenar, transportar e entregar alimentos com regularidade. No dia em que enfrenta o Haiti, o Brasil também se apresenta fora dos gramados como fornecedor relevante de proteína animal, grãos e tecnologia aplicada à produção de alimentos.

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