O Brasil concluiu o envio de 600 bovinos leiteiros para Botsuana em uma operação voltada ao melhoramento genético e ao aumento da produtividade da pecuária leiteira do país africano. Do total, 590 animais são da raça Girolando e dez da raça Gir.
A iniciativa foi viabilizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em negociação com a Botswana Development Corporation (BDC). Botsuana produz atualmente cerca de 10% do leite que consome e busca ampliar sua produção doméstica.
Animais viajaram em três voos
Os bovinos partiram de Lins (SP) com destino a Lobatse, no sudeste de Botsuana. O transporte ocorreu em três voos fretados: o primeiro levou 189 animais em julho, enquanto os demais embarques foram realizados em 25 e 28 de setembro.
Antes das viagens, equipes da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) avaliaram no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), a documentação sanitária e as condições de transporte.

Representantes do governo e da estatal de Botsuana também visitaram Lins em 23 de setembro para acompanhar os animais destinados ao projeto.
Cooperação inclui transferência de tecnologia
Além do fornecimento dos bovinos, Brasil e Botsuana discutem cooperação técnica para estruturar programas de melhoramento genético e ampliar a eficiência da atividade leiteira. Entre as possibilidades avaliadas está a instalação de um laboratório de fertilização in vitro no país africano.
O Girolando resulta do cruzamento entre Gir e Holandês e combina características relacionadas à adaptação ao clima tropical e à produção de leite, o que favorece sua utilização em regiões de temperaturas elevadas.
A iniciativa amplia a presença da genética bovina brasileira em projetos internacionais de desenvolvimento da pecuária leiteira.



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