O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ encerrou setembro de 2026 em R$ 364,30 por arroba, acumulando valorização de 5,78% no mês. Na média a prazo do estado de São Paulo, a cotação chegou a R$ 368,36, com avanço de 5,80%.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), setembro foi marcado por altas ao longo da cadeia pecuária após a volatilidade observada em agosto.
Oferta menor sustenta preços
A valorização foi favorecida pela menor disponibilidade de animais prontos para abate durante a entressafra, inclusive de lotes provenientes dos confinamentos.
O Cepea também aponta melhora no ritmo das exportações em relação a agosto como fator de sustentação das cotações ao longo de setembro.

Entre 24 e 30 de setembro, o indicador passou de R$ 358,20 para R$ 364,30 por arroba, mantendo uma sequência de altas nos últimos dias do mês.
Margens seguem disputadas
Apesar da valorização, a pressão sobre as margens permanece em diferentes etapas da cadeia. A reposição continua em patamares elevados, aumentando os custos para recriadores e terminadores.
Do lado dos frigoríficos, a alta da carcaça ocorreu em ritmo inferior ao avanço do boi gordo, reduzindo o espaço para absorção dos custos da matéria-prima.

Crédito: Reprodução/Cepea
O mercado também inicia outubro com atenção redobrada à China. O país atingiu em 29 de setembro a cota anual estabelecida para a carne bovina brasileira, e os volumes excedentes passam a enfrentar tarifa adicional de 55%.
Com isso, oferta de animais, capacidade de repasse da indústria e comportamento das exportações devem continuar determinando o ritmo das cotações nas próximas semanas.



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