A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,69 bilhão na quarta semana de outubro de 2026, com exportações de US$ 8,46 bilhões e importações de US$ 6,77 bilhões. Os dados preliminares, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) na segunda-feira (26), também apontam crescimento nas vendas externas de produtos agropecuários e de carne de aves.
A corrente de comércio, que representa a soma das exportações e importações, alcançou US$ 15,23 bilhões na semana. As comparações com outubro de 2025 consideram os valores médios diários, permitindo avaliar a evolução do comércio mesmo antes do encerramento do mês.
Soja e carne de aves apresentam crescimento
Na agropecuária, as exportações cresceram 18,9% em valor médio diário, acréscimo de US$ 58,05 milhões em relação a outubro de 2025. Entre os destaques estão a soja, com avanço de 12,6%, o café não torrado, com alta de 15,6%, e os animais vivos, cujas vendas externas aumentaram 255,8%.
Na indústria de transformação, a carne de aves e suas miudezas comestíveis registraram crescimento de 31,9% no valor médio diário exportado, equivalente a US$ 11,5 milhões adicionais por dia. Os farelos de soja e outros alimentos para animais avançaram 31,7%. Em contrapartida, as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuaram 24,8%.

Superávit acumulado chega a US$ 7,45 bilhões em outubro
Até a quarta semana de outubro, as exportações brasileiras somaram US$ 29,31 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 21,86 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 7,45 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 51,17 bilhões.
No acumulado de 2026 até o período analisado, o Brasil exportou US$ 313,96 bilhões e importou US$ 244,12 bilhões, alcançando saldo positivo de US$ 69,85 bilhões. A corrente de comércio chegou a US$ 558,08 bilhões.
Importações também avançam
As exportações brasileiras apresentaram crescimento de 27,9% na média diária de outubro, enquanto as importações aumentaram 21,1%. Na agropecuária, as compras externas avançaram 24,4%, com destaque para trigo e centeio (+32,2%), pescado inteiro (+34,4%) e milho (+25,4%).
A indústria extrativa registrou crescimento de 55,9% nas exportações, enquanto a indústria de transformação avançou 18,4%. Os resultados permanecem preliminares até a divulgação dos dados consolidados de outubro, prevista para 6 de novembro.



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