O abate de suínos na União Europeia deve alcançar 230,5 milhões de cabeças em 2026, crescimento de 0,36% em relação ao ano anterior, segundo projeção do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O avanço é associado aos resultados obtidos pelos produtores em 2025, quando preços relativamente baixos da alimentação e valores elevados das carcaças favoreceram maior utilização do plantel de matrizes e expansão da oferta de leitões.
Plantel maior impulsiona oferta
A União Europeia iniciou 2026 com maior número de matrizes, principalmente em Espanha, Dinamarca, Alemanha, Polônia, Hungria e Romênia.
Com a ampliação do plantel reprodutivo, a previsão é de crescimento da produção de leitões. A maior disponibilidade de animais já levou o abate oficial a avançar cerca de 1,44% no primeiro semestre.

O movimento, entretanto, ocorre em um mercado que passou a enfrentar maior pressão sobre as cotações. Os preços das carcaças e dos leitões já recuavam desde o último trimestre de 2025, diante da oferta elevada de carne suína e de barreiras comerciais chinesas aplicadas a produtos de importantes fornecedores europeus.
PSA aumenta pressão sobre mercado
A detecção de peste suína africana em javalis na Espanha acrescentou incerteza ao cenário. Apesar de o rebanho comercial não ter sido afetado diretamente pelos casos registrados, a ocorrência provocou restrições e aumentou a pressão sobre os preços.
Segundo o USDA, produtores tendem a reduzir a aquisição de novos leitões diante da menor rentabilidade, o que deve desacelerar o ritmo dos abates no restante de 2026.
Mesmo com a projeção de crescimento anual dos abates, o estoque suíno da União Europeia deve recuar para aproximadamente 129,8 milhões de cabeças.



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