Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025 em comparação ao trimestre anterior, com destaque absoluto para o setor agropecuário, que avançou expressivos 12,2% no período. A análise consta no relatório “Atividade ainda em pleno vapor”, publicado pelo Rabobank em 3 de junho.
De acordo com o documento, a produção agropecuária teve desempenho impulsionado por condições climáticas favoráveis e por uma base de comparação reduzida no mesmo período de 2024. Produtos como soja, milho, arroz e fumo apresentaram aumentos significativos na estimativa de produção anual, refletindo em ganho de produtividade e geração de valor para o setor.
A agropecuária foi o motor do crescimento, contribuindo com 10,2% na comparação anual, superando o desempenho da indústria (+2,4% a/a) e do setor de serviços (+2,1% a/a). Segundo o Rabobank, os resultados da agricultura devem seguir sustentando o crescimento da economia brasileira nos próximos trimestres, inclusive com efeitos positivos em cadeia sobre os setores industrial e de serviços.

“Esperamos uma safra recorde de soja, estimada em 171 milhões de toneladas, que deve continuar impactando positivamente o setor agropecuário”, aponta o relatório.
Do lado da demanda, os investimentos em formação bruta de capital fixo também chamaram atenção, com alta de 9,1% na comparação anual, puxados pela construção civil e aquisição de máquinas e equipamentos. Já o consumo das famílias cresceu 2,6% a/a, favorecido pelo mercado de trabalho aquecido e aumento da massa salarial real.
Apesar do desempenho robusto, o Rabobank alerta para os riscos no cenário externo, como incertezas tarifárias nos EUA, e os efeitos defasados de uma política monetária ainda restritiva no Brasil. Ainda assim, a instituição manteve sua projeção de crescimento de 2,0% para o PIB brasileiro em 2025.
O desempenho do setor agropecuário neste início de ano reforça seu papel estratégico na sustentação da atividade econômica brasileira, sobretudo em momentos de volatilidade global e desafios fiscais internos.
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