O Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) restringiu temporariamente, a partir de 5 de agosto de 2026, o trânsito pelo território russo de carne e subprodutos avícolas produzidos por empresas da União Europeia (UE). Segundo o órgão, a medida busca prevenir riscos sanitários e proteger consumidores após a identificação de uma carga com certificados veterinários supostamente falsificados.
De acordo com o regulador russo, a carga entrou na União Econômica Eurasiática em um veículo com placas polonesas e seguia pela Rússia em direção ao Uzbequistão. Os documentos apontavam uma suposta origem alemã, mas o serviço veterinário da Alemanha teria informado que os produtos eram de procedência desconhecida.
Alcance da restrição
A restrição alcança o trânsito de mercadorias pelo território russo e não foi apresentada como proibição geral de todas as vendas avícolas europeias. Produtos certificados e despachados até 5 de agosto puderam concluir a passagem pela Rússia até o dia seguinte.

O Rosselkhoznadzor informou que a medida permanecerá válida até a realização de negociações com a Comissão Europeia e a análise dos resultados da investigação. Não foram divulgados prazo para o fim da restrição nem estimativa do volume comercial afetado.
Rotas da Ásia Central
A Rússia funciona como corredor terrestre para cargas destinadas a países da Ásia Central, como o Uzbequistão. Com a suspensão, exportadores e transportadores europeus podem precisar buscar rotas alternativas ou interromper temporariamente os embarques, com possíveis impactos sobre prazos e custos logísticos.
O comunicado russo relacionou a decisão à irregularidade documental e à origem não comprovada da carga. Embora tenha citado a prevenção de epizootias, o órgão não associou a medida a um surto específico de influenza aviária ou de outra doença em estabelecimentos europeus.



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