A integração lavoura-pecuária (ILP) será um dos temas do Encontro de Intensificação e Pastagens (EIP) 2026, que começa nesta quarta-feira (23), em Ribeirão Preto (SP). Entre os palestrantes está o engenheiro agrônomo, produtor rural e pecuarista Willian Matté, sócio do Grupo MeC, que apresentará a experiência da propriedade com sistemas integrados no Centro-Oeste. A participação está confirmada no bloco dedicado à integração entre agricultura e pecuária.
Integração e ciclagem de nutrientes
Em entrevista à Scot Consultoria, Matté relata que a propriedade combina soja, milho, braquiária e bovinos em áreas irrigadas e não irrigadas. O manejo considera a quantidade de matéria seca disponível antes e depois da entrada dos animais e busca aproveitar os nutrientes incorporados ao sistema.

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Segundo o produtor, as áreas de integração produziram 20 arrobas por hectare em 2025 e aproximadamente 12 a 13 toneladas de dejetos por hectare. Parte desse material é depositada naturalmente pelos bovinos durante o pastejo. Quando necessário, a propriedade complementa a fertilização com dejetos processados e tratados provenientes de áreas de terminação intensiva a pasto (TIP), confinamento ou de propriedades vizinhas.
No contexto do reaproveitamento desses materiais, Matté estima uma redução de custos de cerca de 30%. “A arroba da área de integração lavoura-pecuária (hoje) é a arroba mais barata que nós temos dentro da fazenda”, afirma Matté à Scot Consultoria.
Experiência chega ao EIP
Matté participa, na tarde de quarta-feira, do bloco “Integração: uma safra prepara a próxima”. Sua apresentação terá como tema o papel das culturas não convencionais na construção de sistemas integrados, em uma programação que também abordará variabilidade climática, eficiência pecuária e nutrição.


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