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Mesa de Mercado · CEPEA
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Produtor de suínos em SP alcança poder de compra recorde frente ao farelo

Maior relação de troca em mais de 20 anos beneficia suinocultores paulistas, impulsionada pela firmeza nos preços do animal e queda no custo do insumo

suino

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

O produtor de suínos de São Paulo está diante de um cenário inédito em termos de competitividade. Levantamento do Cepea mostra que, em setembro, a relação de troca entre o suíno vivo e o farelo de soja alcançou 5,57 quilos do insumo por quilo de animal vendido na região de Campinas. Trata-se do melhor resultado em mais de duas décadas, superado apenas em dezembro de 2004, quando chegou a 6,49 quilos. A marca também ficou 54% acima da média histórica de 3,62 quilos, registrada desde janeiro de 2004.

Esse desempenho reflete o avanço expressivo nos preços pagos pelo suíno aliado à queda consistente do principal insumo da alimentação animal. No mês passado, o valor médio do suíno vivo foi de R$ 9,25/kg, o mais alto de 2025 até o momento. Já o farelo de soja foi negociado em média a R$ 1.660,53/tonelada em Campinas, com retração de 21,7% frente ao mesmo período de 2024. Essa combinação garantiu aos produtores um alívio importante nos custos de produção e, consequentemente, maior fôlego financeiro.

A conjuntura atual, considerada rara pelo Cepea, reforça a relevância da gestão eficiente da atividade. Em um setor em que a alimentação representa a maior parcela dos gastos, a redução dos preços do farelo amplia significativamente as margens, permitindo que o produtor direcione recursos para investimentos em tecnologia, sanidade e bem-estar animal. Ao mesmo tempo, os preços firmes da proteína no mercado interno contribuem para sustentar a rentabilidade.

Foto: reprodução
Desempenho reflete o avanço expressivo nos preços pagos pelo suíno aliado à queda consistente do principal insumo da alimentação animal

Apesar do otimismo, especialistas alertam que o cenário pode mudar rapidamente. O mercado de grãos e derivados da soja é altamente sensível a fatores externos, como o câmbio, as condições climáticas nas regiões produtoras e o comportamento da demanda internacional. Assim, embora o momento seja de vantagem histórica, a recomendação é que os suinocultores mantenham cautela, acompanhando de perto a volatilidade dos insumos e buscando estratégias de proteção contra oscilações.

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