O plantio da safra brasileira de soja 2026/27 alcançou 40% da área projetada até quinta-feira (22), avanço de 14 pontos percentuais em relação à semana anterior, quando os trabalhos atingiam 26%. Os dados são de levantamento da AgRural divulgado nesta segunda-feira (26).
O ritmo da semeadura supera o registrado no mesmo período do ano passado, quando 36% da área prevista havia sido plantada. O avanço reflete a melhora das condições climáticas em importantes regiões produtoras, embora algumas áreas ainda enfrentem dificuldades relacionadas à irregularidade das chuvas, às temperaturas elevadas e à falta de luminosidade.
Condições climáticas influenciam o ritmo dos trabalhos
No Sul do país e em parte de Mato Grosso do Sul, a redução das chuvas permitiu acelerar o plantio, após uma desaceleração na semana anterior provocada pelo excesso de umidade.
Em algumas regiões do Paraná, porém, a falta de luminosidade preocupa os produtores, segundo a AgRural. A condição pode dificultar o desenvolvimento das lavouras e exige acompanhamento das condições meteorológicas ao longo do ciclo.
No Cerrado, a melhora das chuvas contribuiu para dar mais ritmo à semeadura em partes de Mato Grosso, Goiás e do Matopiba, região que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia.
Apesar do avanço, a irregularidade das precipitações e as altas temperaturas ainda dificultam os trabalhos em determinadas localidades, mantendo o clima como um dos principais fatores de atenção para a implantação da safra.
Plantio do milho verão também avança
O levantamento da AgRural também mostra avanço na semeadura do milho verão 2026/27 no Centro-Sul do Brasil. Até quinta-feira (22), 58% da área prevista havia sido plantada, aumento de 10 pontos percentuais em relação à semana anterior, quando o índice era de 48%.
O percentual também supera o registrado no mesmo período de 2025, quando 55% da área estimada estava semeada.
Os dados indicam que o plantio das duas culturas avança em ritmo superior ao observado há um ano, embora as condições climáticas regionais continuem determinantes para a continuidade dos trabalhos e o estabelecimento das lavouras.



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