As restrições às exportações brasileiras de produtos avícolas foram ampliadas após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus de corte, em Nova Itaberaba (SC). Em atualização divulgada na quarta-feira (21), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que cinco países adotaram suspensões temporárias: Malásia, México, Arábia Saudita, China e Chile.
Em comparação ao comunicado de 20 de outubro, Malásia e Arábia Saudita passaram a integrar a lista de mercados com restrições. As medidas variam conforme a origem dos produtos e os protocolos sanitários estabelecidos com cada importador.
Malásia e México aplicam restrições nacionais
A Malásia suspendeu as importações de carne, produtos cárneos e miúdos de aves provenientes de todo o território brasileiro. O país se junta ao México, que já havia adotado uma suspensão de abrangência nacional.
A restrição mexicana inclui aves vivas, carne e miúdos, ovos férteis, pintinhos de até três dias e aves de companhia. Também contempla aves canoras, ornamentais ou de rapina destinadas à comercialização.
China, Chile e Arábia Saudita restringem Santa Catarina
A Arábia Saudita suspendeu as importações de carne e produtos cárneos de aves originários de Santa Catarina. A China mantém restrições à mesma categoria de mercadorias, também limitadas ao estado catarinense.

O Chile, por sua vez, interrompeu as compras de ovos férteis, ovos livres de patógenos específicos (SPF), pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca, ovos para consumo humano e produtos cárneos contendo carne fresca de aves provenientes de Santa Catarina.
Os mercados atingidos têm importância para a avicultura brasileira. Em setembro, a China importou 40,9 mil toneladas de carne de frango do Brasil, enquanto a Arábia Saudita adquiriu 38,3 mil toneladas, considerando todas as origens nacionais. Esses volumes anteriores não representam necessariamente as quantidades afetadas pelos embargos.
Controle sanitário e retomada comercial
O foco foi confirmado em 18 de outubro. Segundo atualização das autoridades sanitárias catarinenses, a eliminação das aves dos dois galpões afetados foi concluída entre os dias 19 e 20. A propriedade permanece submetida aos protocolos sanitários, enquanto prossegue a vigilância nas granjas próximas.
O Mapa reforçou que produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanecem seguros para consumo, sem contraindicações relacionadas à ocorrência.
As autoridades brasileiras seguem fornecendo informações técnicas aos parceiros comerciais. A retirada das suspensões dependerá das exigências sanitárias de cada mercado, sem prazo anunciado para a retomada integral das exportações.



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