Mesa de Mercado · CEPEA
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Boi GordoR$ 338,65
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Milho segue em queda no início de junho com compradores afastados

Estoques no curto prazo, avanço da segunda safra e baixa no mercado externo pressionam as cotações domésticas, segundo o Cepea

Os preços do milho seguem em queda neste início de junho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento ocorre em um cenário de menor presença dos compradores no mercado spot e de atenção ao avanço da colheita da segunda safra.

Para produtores, cooperativas, cerealistas e indústrias que dependem do grão, o momento exige leitura cuidadosa do mercado. De um lado, compradores nacionais seguem abastecidos para o curto prazo. De outro, vendedores que não precisam fazer caixa ou liberar espaço nos armazéns evitam ampliar as negociações nos atuais patamares de preço.

Compradores seguem cautelosos

Segundo pesquisadores do Cepea, parte dos demandantes nacionais possui estoques suficientes para atender o consumo imediato. Esse fator reduz a necessidade de novas compras e contribui para pressionar os valores no mercado interno.

Além disso, agentes seguem atentos à colheita da segunda safra e às quedas recentes dos preços internacionais. A baixa no mercado externo reduz a paridade de exportação e limita a sustentação das cotações domésticas, já que o milho brasileiro passa a enfrentar menor atratividade nos embarques.

Na prática, esse cenário diminui a força compradora no mercado spot e amplia a pressão sobre os preços. Para quem precisa comercializar, o desafio está em avaliar custos, necessidade de caixa, espaço de armazenagem e expectativas para as próximas semanas.

Indicador do milho Esalq/BM&FBovespa registrou valor de R$ 64,50 em 5 de junho, mantendo movimento de queda no início do mês. Crédito: Reprodução

Vendedores ainda limitam negócios

Do lado da oferta, produtores que não têm urgência de venda seguem restringindo negociações. Segundo o Cepea, esses agentes aguardam alguma sustentação nos valores, apoiados na expectativa de menor produção na safra 2025/26 e nos possíveis impactos climáticos sobre a produtividade.

Entre os pontos de atenção estão a seca em Goiás e em partes de Mato Grosso do Sul, além das geadas registradas no Paraná. Esses fatores ainda podem influenciar a disponibilidade do grão e o comportamento dos preços ao longo da colheita.

No mercado externo, o milho também registrou forte baixa no começo de junho. A pressão veio da melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos, do aumento da oferta na América do Sul, da colheita da segunda temporada no Brasil e da boa safra argentina.

A queda nos preços do trigo também influenciou a desvalorização do milho, já que os dois produtos podem competir em determinados usos na alimentação animal e em outras cadeias consumidoras. Para o mercado brasileiro, o comportamento internacional segue como fator decisivo para definir paridade, ritmo de exportação e formação de preços internos.

Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food

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