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Milho segue em queda apesar da demanda e óleo de soja sobe mais de 15% no mercado externo

Segundo o Cepea, oferta interna elevada pressiona cotações do milho, enquanto valorização do óleo de soja no exterior reduz prêmios pagos no Brasil.
Por Caroline Mendes
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Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

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O mercado brasileiro de grãos iniciou a semana com movimentos distintos para milho e soja, conforme análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. No caso do milho, a maior presença de compradores não foi suficiente para conter a queda nas cotações. A oferta interna permanece elevada e os agentes de mercado seguem adotando uma postura cautelosa, preferindo adquirir apenas volumes pontuais à medida que os preços recuam.

De acordo com o Cepea, muitos compradores estão optando por estratégias de curto prazo, aproveitando os patamares mais baixos com foco na revenda futura, o que garante alguma liquidez, mas não impede novas baixas nos preços.

Foto: reprodução
Valorização no exterior, no entanto, trouxe reflexos diretos ao mercado brasileiro: os prêmios pagos aos exportadores recuaram.

Já no mercado internacional, o destaque ficou por conta do óleo de soja, que acumulou alta superior a 15% na última semana. Segundo o Cepea, o movimento foi impulsionado por restrições de oferta e pela maior demanda para a produção de biodiesel e para o consumo alimentar. Essa valorização no exterior, no entanto, trouxe reflexos diretos ao mercado brasileiro: os prêmios pagos aos exportadores recuaram.

A queda nos prêmios indica que parte da valorização internacional foi absorvida pelos intermediários, reduzindo o ganho final para os vendedores brasileiros. Esse cenário é comum em momentos de alta repentina no mercado externo, quando as tradings ajustam os preços pagos no Brasil para compensar o aumento nos custos logísticos e de operação.

Enquanto o mercado de milho segue pressionado por fatores internos, o segmento da soja acompanha com atenção os desdobramentos no cenário internacional. A tendência de curto prazo aponta para continuidade da volatilidade em ambos os mercados, com compradores e vendedores buscando estratégias para minimizar riscos e aproveitar eventuais oportunidades.

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