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Lucas Piroca assume presidência da comissão científica do Simpósio Brasil Sul de Suinocultura

O principal compromisso será manter o padrão técnico e ampliar a participação da cadeia produtiva.

A comissão científica do Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), passou por mudança em sua presidência. A alteração foi anunciada durante reunião realizada na noite da última sexta-feira (30). Após oito anos à frente da comissão, o médico-veterinário Paulo Bennemann deixou o cargo, que passa a ser ocupado por Lucas Piroca, também médico-veterinário e ex-presidente do Nucleovet.

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, a transição ocorreu de forma planejada e natural. A saída de Bennemann está relacionada a motivos profissionais e à sua trajetória pessoal, sem prejuízo à continuidade dos trabalhos da comissão. “Na escolha do sucessor, buscamos um profissional que reúna competência técnica, proximidade com patrocinadores, afinidade com os temas do evento, com universidades, com os profissionais do setor e com os integrantes da comissão”, afirmou.

Legado da gestão

Com experiência nas áreas de nutrição e suinocultura, Paulo Bennemann avaliou como desafiadora e enriquecedora a atuação à frente da comissão científica do SBSS. Segundo ele, o crescimento e a consolidação do simpósio exigiram um esforço coletivo permanente. “Estar à frente da comissão foi um grande desafio pelo porte que o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura alcançou. A construção da programação e a definição de como levar informação prática e aplicada sempre foram resultado de um trabalho conjunto”, destacou.

Bennemann ressaltou que os avanços do evento são fruto da atuação integrada dos membros da comissão. Para ele, a experiência contribuiu de forma significativa para seu desenvolvimento pessoal e profissional. Mesmo deixando a presidência, afirmou que seguirá colaborando com o Nucleovet.

Durante sua gestão, o ex-presidente destacou a consolidação do SBSS como um evento de referência nacional. Segundo Bennemann, o simpósio ampliou a visibilidade da produção animal, abrangendo não apenas a suinocultura, mas também a avicultura e, mais recentemente, a bovinocultura. Ele também apontou como diferencial do evento o foco na aplicação prática do conhecimento científico ao campo, envolvendo todos os elos da cadeia produtiva.

A construção colaborativa da programação reflete a forma como o conhecimento está distribuído ao longo da cadeia produtiva.

Novos desafios

Ao assumir a presidência da comissão científica, Lucas Piroca afirmou que o principal compromisso será manter o padrão técnico já estabelecido e ampliar a participação da cadeia produtiva na construção da programação do evento. De acordo com o novo presidente, os trabalhos já tiveram início com a coleta de sugestões para a próxima edição do simpósio.

“Recebemos 19 recomendações e a proposta é chegar a um número semelhante ao de edições anteriores, preservando a diversidade de temas. Essas sugestões serão organizadas em painéis para discussão coletiva”, explicou.

Piroca destacou ainda que a construção colaborativa da programação reflete a forma como o conhecimento está distribuído ao longo da cadeia produtiva. Segundo ele, a diversidade de visões exige diálogo e análise crítica para transformar informações técnicas em soluções aplicáveis ao setor.

O novo presidente também informou que realizou um levantamento de programações de eventos nacionais e internacionais como referência, além de solicitar avaliações da última edição do SBSS. “A expectativa é manter o elevado padrão construído pela comissão anterior e ampliar a escuta da cadeia produtiva, trazendo demandas reais do setor para debates técnicos e científicos com aplicabilidade prática, de forma que o conhecimento gere valor efetivo para toda a cadeia”, concluiu.

Fonte: SBSS, adaptado pela equipe da Feed & Food.

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