As exportações brasileiras de ovos alcançaram 2,69 mil toneladas em setembro de 2026, o maior volume dos últimos sete meses, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O resultado representa crescimento de 15,7% frente a agosto e de aproximadamente 29% em relação a setembro de 2025.
Ovos processados lideram crescimento
O avanço foi impulsionado principalmente pelos embarques de ovos processados, que somaram 1,15 mil toneladas em setembro, aumento de 59% na comparação mensal. Já as exportações de ovos in natura totalizaram 1,54 mil toneladas, recuo de 4% diante de agosto.
Em receita, as vendas internacionais movimentaram US$ 5,87 milhões, crescimento de 21% em relação ao mês anterior e de 6% na comparação com setembro de 2025.
Chile lidera compras brasileiras
Entre os principais destinos, o Chile se destacou com 1,204 mil toneladas importadas, volume 201,3% superior ao registrado em setembro do ano passado. Na sequência apareceram Japão, com 351 toneladas, Equador, com 300 toneladas, México, com 244 toneladas, e Serra Leoa, com 135 toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Apesar da recuperação mensal, o acumulado de janeiro a setembro permanece abaixo de 2025. Nesse período, o Brasil exportou 22,669 mil toneladas, queda de 34,1%, enquanto a receita recuou 38,4%, totalizando US$ 49,769 milhões.
A retração está associada principalmente à redução das compras dos Estados Unidos, que passaram de 19,515 mil toneladas nos nove primeiros meses de 2025 para 168 toneladas em 2026. Desconsiderando o mercado norte-americano, as exportações brasileiras cresceram 51,4% no período.
Cotações no mercado interno
No mercado doméstico, os indicadores do Cepea de 8 de outubro apontaram preços de R$ 132,26 para os ovos brancos e R$ 145,83 para os vermelhos em Bastos (SP), por caixa de 30 dúzias.
Na Grande São Paulo, os valores chegaram a R$ 141,38 e R$ 152,36, respectivamente, considerando as mesmas apresentações.



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