As exportações brasileiras de carne de frango ultrapassaram pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão em um único mês. Em maio, os embarques do setor, considerando produtos in natura e processados, geraram US$ 1,009 bilhão, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Para avicultores, agroindústrias e exportadores, o resultado reforça a força da demanda internacional pela proteína brasileira. A receita de maio foi 36,1% maior que a registrada no mesmo mês de 2025, quando as vendas externas somaram US$ 741,2 milhões.
Volume também bate recorde para maio
Em volume, o Brasil exportou 509,9 mil toneladas de carne de frango em maio, o maior resultado já registrado para o mês. O número representa alta de 29,6% em relação a maio de 2025, quando foram embarcadas 393,4 mil toneladas.
A ABPA lembra que a base de comparação de maio do ano passado foi menor em razão do registro de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), episódio já superado pelo setor. Ainda assim, o desempenho de 2026 mostra recuperação e ampliação da presença brasileira nos mercados internacionais.
No acumulado de janeiro a maio, as exportações brasileiras de carne de frango chegaram a 2,453 milhões de toneladas. O volume é 8,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o país embarcou 2,257 milhões de toneladas.

Receita acumulada também avança
Em receita, o acumulado dos cinco primeiros meses de 2026 chegou a US$ 4,714 bilhões. O resultado representa crescimento de 11,3% sobre o mesmo intervalo do ano passado, quando as exportações somaram US$ 4,234 bilhões.
Entre os principais destinos em maio, a China liderou as compras de carne de frango brasileira, com 48,3 mil toneladas, alta de 34,7%. Em seguida aparecem Japão, com 43,2 mil toneladas e avanço de 53,9%; União Europeia, com 40,2 mil toneladas e crescimento de 61,6%; Arábia Saudita, com 39,1 mil toneladas e alta de 27,5%; e Emirados Árabes Unidos, com 32,3 mil toneladas e aumento de 1,2%.
Também se destacaram África do Sul, com 31,4 mil toneladas; México, com 23,5 mil toneladas; Filipinas, com 20,8 mil toneladas; Coreia do Sul, com 18,2 mil toneladas; e Reino Unido, com 12,2 mil toneladas.
Paraná mantém liderança nos embarques
No desempenho por estados, o Paraná manteve a liderança nacional, com 213,9 mil toneladas exportadas em maio, alta de 35,1% na comparação anual. Santa Catarina veio em seguida, com 113,9 mil toneladas e crescimento de 39,7%.
O Rio Grande do Sul embarcou 62,9 mil toneladas, avanço de 21,3%. São Paulo exportou 27,8 mil toneladas, alta de 10,5%, enquanto Goiás somou 26,4 mil toneladas, crescimento de 26,4%.
Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho ocorreu em um ambiente de incertezas logísticas globais e tensões no Oriente Médio, especialmente em rotas marítimas associadas ao Estreito de Ormuz. “Mesmo diante desse contexto, o Brasil ampliou significativamente sua presença em mercados estratégicos e de valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China, ao mesmo tempo em que mantivemos forte presença no Oriente Médio e ampliamos oportunidades em mercados emergentes”, destaca.
Para o setor avícola, os números de maio indicam que a diversificação de destinos segue sendo um dos principais fatores de sustentação das exportações brasileiras. Em um mercado global sensível a questões sanitárias, logísticas e geopolíticas, a ampliação da presença em diferentes regiões ajuda a reduzir riscos e manter o fluxo de embarques.
Fonte: ABPA, adaptado pela equipe Feed&Food
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