Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
As exportações brasileiras de proteínas animais encerraram a 4ª semana de julho de 2025 com desempenho positivo, impulsionando o superávit da balança comercial, que soma US$ 4,791 bilhões no mês, segundo dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A carne bovina fresca, refrigerada ou congelada liderou os embarques, com alta de 56,5% na média diária, representando um acréscimo de US$ 25,71 milhões em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho reflete a sólida demanda internacional e a retomada de compras por mercados estratégicos.

Já a carne suína teve leve retração no comparativo com julho de 2024, com média diária de US$ 9,61 milhões ante os US$ 10,32 milhões do mesmo período do ano passado. Apesar da queda de 6,9%, os embarques se mantêm em patamar elevado e representam importante fonte de receita para a cadeia de proteína animal.
Exportações de carne de aves volta a crescer
No segmento de aves, as exportações de carne de frango (inteira e em cortes) também cresceram, totalizando média diária de US$ 37,26 milhões até a 4ª semana do mês, frente aos US$ 36,23 milhões registrados em julho do ano anterior — um avanço que reforça a estabilidade do setor, mesmo diante de oscilações cambiais e barreiras sanitárias pontuais.
Outro destaque do período foi o crescimento de 22,3% nas exportações de animais vivos (excluindo pescados e crustáceos), com incremento de US$ 0,87 milhão na média diária.
Os resultados reforçam o protagonismo da indústria de transformação na pauta exportadora brasileira — especialmente o setor de alimentos — e consolidam as proteínas animais como motor do comércio exterior nacional. No acumulado do mês, o Brasil exportou US$ 26,234 bilhões e importou US$ 21,443 bilhões, com corrente de comércio de US$ 47,677 bilhões. Os dados consolidados de julho serão divulgados em breve.
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