Abre em uma nova aba
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=

COP30: Lula fala sobre os 10 anos do Acordo de Paris

Em Belém, o presidente destacou as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e a necessidade de financiamento para ações climáticas — discurso que repercute diretamente no setor agropecuário e nas cadeias de produção de alimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de sessão plenária dedicada aos “10 anos do Acordo de Paris”, com foco nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e nas questões de financiamento climático. O pronunciamento fez parte da programação oficial da COP30, realizada em Belém.

No discurso, Lula reforçou a importância de articular metas ambiciosas com mecanismos concretos de financiamento, apontando que metas sem recursos tornam-se letras mortas. Esse tema — central para a cúpula — tem implicações diretas para políticas públicas e instrumentos de fomento que afetam produtores rurais, cadeias de insumos e exportadores.

Para o setor agropecuário, a plenária representa um lembrete de que compromissos climáticos e instrumentos financeiros caminham lado a lado: cresce a expectativa por linhas de crédito verdes, apoio a práticas de produção com menor emissão e programas de adaptação que alcancem propriedades familiares e médios produtores. Embora as decisões finais sejam negociadas por governos e organismos internacionais, as diretrizes debatidas na COP30 tendem a orientar regras de mercado e requisitos de importadores.

Especialmente para a produção animal — que responde por grande parte das exportações brasileiras de proteína — o horizonte de política climática pode trazer desafios e oportunidades. Há pressão por maior transparência nas cadeias, por práticas de uso da terra que conciliem produção e conservação e por incentivos a tecnologias que reduzam emissões ou promovam sequestro de carbono em áreas de pastagem e solo. Essas pautas aparecem com frequência no roteiro da COP e foram destacadas na programação da plenária.

Na prática, empresários e técnicos do setor precisam observar dois movimentos: o avanço de requisitos ambientais em mercados compradores e a disponibilidade de instrumentos financeiros que viabilizem a transição produtiva. Programas públicos ou privados de certificação climática, linhas de financiamento condicionadas a metas de sustentabilidade e projetos de pagamento por serviços ambientais são exemplos de instrumentos que podem ganhar tração a partir das decisões tomadas em ambientes como a COP30.

A sessão reforçou que o debate sobre o clima e o uso sustentável da terra está cada vez mais ligado à competitividade da produção agropecuária — um tema estratégico para o futuro do agronegócio brasileiro.

Por Carol Mendes.

LEIA TAMBÉM

Gilberto Tomazoni defende pecuária regenerativa como solução climática na COP30

Embrapa promove encontros com especialistas e geram subsídios para participação brasileira na COP30

Brasil propõe integração mundial dos mercados de carbono na COP30

Você está em
Texto 100%