A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) prorrogou por seis meses os trabalhos do Grupo de Trabalho sobre Espécies Exóticas Invasoras, responsável por discutir critérios de classificação e prioridades de prevenção, controle e erradicação dessas espécies no Brasil.
A decisão foi tomada em reunião realizada em 29 de setembro e amplia o período para análise técnica antes da consolidação do relatório que deverá subsidiar futuras deliberações da Comissão.
Classificação considera atividade produtiva
Criado pela Resolução Conabio nº 16/2026, o grupo trabalha com três categorias: espécies exóticas invasoras sem interesse socioeconômico, aquelas vinculadas a cadeias produtivas consolidadas e espécies que causam impactos negativos a atividades socioeconômicas.
A norma também determina que sejam considerados tanto o nível de preocupação ambiental quanto o interesse socioeconômico associado a cada espécie.

Espécies exóticas são aquelas presentes fora de sua área natural de distribuição. Para serem consideradas invasoras, porém, sua introdução ou dispersão deve representar ameaça à biodiversidade.
Setor produtivo acompanha discussão
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que participa das discussões, avalia que o prazo adicional permitirá aprofundar análises sobre espécies utilizadas comercialmente.
Segundo a assessora técnica da entidade, Jaine Cubas, a preocupação é evitar efeitos regulatórios desproporcionais sobre atividades já estabelecidas. “Seguiremos acompanhando as discussões para que a revisão da lista não resulte em prejuízos ou burocracias adicionais para espécies de interesse econômico, especialmente aquelas que já são produzidas de forma regular e sob boas práticas no campo”, afirma.
O tema pode alcançar cadeias agropecuárias, aquícolas, pesqueiras e florestais, já que a própria resolução reconhece a existência de espécies exóticas invasoras associadas a sistemas produtivos consolidados.
Nos próximos seis meses, o GT deverá aprofundar a avaliação de evidências de invasão, impactos ambientais e efeitos socioeconômicos antes de apresentar suas recomendações à Conabio.



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