Até a terceira semana de outubro de 2026, as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis cresceram 41,5% em valor médio diário na comparação com outubro de 2025, enquanto as de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuaram 24,4%. Os dados preliminares foram divulgados em 19 de outubro pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
No mesmo período, a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 5,96 bilhões, resultado de US$ 21,04 bilhões em exportações e US$ 15,08 bilhões em importações. Apenas na terceira semana, o saldo foi positivo em US$ 2,66 bilhões, com vendas externas de US$ 8,23 bilhões e compras de US$ 5,57 bilhões.
Em relação à média diária de outubro de 2025, as exportações totais avançaram 33,5%, enquanto as importações cresceram 21,5%. A corrente de comércio, soma das duas operações, chegou a US$ 36,12 bilhões no acumulado parcial do mês.
Proteína animal apresenta resultados distintos
As carnes de aves e bovina integram a indústria de transformação na classificação estatística. O setor respondeu por US$ 10,32 bilhões em exportações até a terceira semana, com crescimento de 20,9% na média diária. As variações de 41,5% e -24,4% se referem aos valores comercializados, não necessariamente às quantidades embarcadas.

Na agropecuária, as exportações somaram US$ 4,09 bilhões, alta de 21% na média diária frente a outubro de 2025. Entre os produtos em expansão estão a soja, com crescimento de 28,9%, e os animais vivos, excluídos pescados e crustáceos, com avanço de 242,8%.
A indústria extrativa exportou US$ 6,40 bilhões, aumento de 70,7% na mesma comparação. O petróleo bruto registrou alta de 159,6% em valor médio diário, enquanto o minério de ferro e seus concentrados tiveram queda de 20,4%.
Importações e saldo anual
Nas importações, a agropecuária registrou US$ 300 milhões, crescimento de 23,3%. A indústria de transformação concentrou US$ 13,89 bilhões das compras externas, com avanço de 20,2%, e a extrativa somou US$ 790 milhões, alta de 47,9%.
De janeiro até a terceira semana de outubro, o Brasil acumulou superávit comercial de US$ 68,35 bilhões, 36,8% acima do período comparável de 2025. As exportações chegaram a US$ 305,69 bilhões e as importações, a US$ 237,34 bilhões. Os resultados ainda são preliminares, com nova divulgação prevista para 26 de outubro.



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