O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias que permitirão a exportação de novos produtos agropecuários para 13 parceiros comerciais. As autorizações envolvem Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Paraguai, República Dominicana, Venezuela e União Econômica Euroasiática.
Para exportadores, agroindústrias, produtores e empresas ligadas ao comércio exterior, as novas aberturas ampliam possibilidades de acesso a mercados em diferentes segmentos do agro. Com os anúncios, o Brasil chega a 639 aberturas de mercado em 97 destinos desde o início de 2023.
Produtos autorizados envolvem diferentes cadeias
Entre as novas autorizações estão o sêmen de pacu-caranha para a Argentina, couro bovino salgado para a Bolívia, material genético bovino para El Salvador, milho pipoca para o Equador e para a República Dominicana, além de sementes de coco para a Guiana.
Honduras autorizou a entrada de material genético bovino e mudas de cana-de-açúcar. Também foram abertas oportunidades para sementes de pimenta habanero na Nicarágua, sementes de mamona no Paraguai e sementes de maracujá na Venezuela.
Na Etiópia, foram autorizadas farinhas e gorduras de pescado, ruminantes e outros animais, além de hemoderivados voltados à alimentação animal. Já a Nigéria aprovou a importação de ovos férteis do Brasil.

Bloco euroasiático aprova castanha de caju
A União Econômica Euroasiática, formada por Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia, autorizou a exportação de castanha de caju brasileira. O bloco importou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano, com destaque para soja, carnes e café.
A abertura para esse mercado é relevante porque amplia a presença brasileira em um bloco que já mantém relação comercial com o agro nacional. Para o setor produtivo, esse tipo de autorização pode ajudar a diversificar destinos e reduzir dependência de mercados específicos.
As novas permissões também mostram a variedade da pauta exportadora brasileira. Além de carnes e grãos, o país busca ampliar espaço para material genético, sementes, pescado, produtos florestais e insumos utilizados na alimentação animal.
Negociações dependem de acordos sanitários
As aberturas resultam de negociações sanitárias e fitossanitárias conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Esses processos são necessários para que os países compradores reconheçam requisitos técnicos, controles oficiais e condições de exportação dos produtos brasileiros.
Na prática, a abertura de mercado não significa embarque imediato em grande escala, mas cria a autorização necessária para que empresas e cadeias produtivas possam avançar em negociações comerciais. Para o agro brasileiro, o resultado reforça a importância da diplomacia sanitária na construção de novas oportunidades no exterior.
Fonte: Mapa e MRE, adaptado pela equipe Feed&Food
LEIA TAMBÉM
Geopolítica passa a ditar rumos da política monetária global
Feicorte 2026 reúne leilões de destaque da pecuária nacional
EUA confirmam novos casos de mosca varejeira do Novo Mundo em rebanhos





