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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=

Alta do boi gordo reduz diferencial de preços em relação ao boi magro e pode favorecer confinamento

Valorização mais intensa dos animais prontos para abate na parcial de outubro diminui a diferença entre as categorias.

Os preços do boi gordo apresentam valorização mais intensa que os do boi magro na parcial de outubro, até o dia 20, reduzindo a diferença entre as cotações das duas categorias em relação a setembro. O movimento pode favorecer a atratividade econômica da terminação intensiva, embora a viabilidade do confinamento continue condicionada aos demais custos de produção.

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a alta do boi magro, observada desde o início de 2026, está relacionada à menor disponibilidade de animais para reposição e à valorização do boi gordo. Com perspectivas mais favoráveis de remuneração, a atividade de engorda tende a estimular a procura por animais destinados à terminação.

Por outro lado, a valorização do boi gordo está associada à oferta mais restrita de animais prontos para abate e às escalas de abate mais curtas dos frigoríficos, segundo o Centro de Pesquisas.

Diferencial de preços influencia decisão de confinamento

A redução da diferença entre os preços do boi gordo e do boi magro pode melhorar a relação econômica entre a aquisição dos animais para engorda e a receita esperada com a venda após a terminação. Esse cenário tende a favorecer o confinamento, mas não garante, isoladamente, maior rentabilidade ao pecuarista.

A avaliação da viabilidade da operação também exige considerar os custos com alimentação, reposição, manejo, instalações e demais despesas envolvidas no ciclo produtivo, além das perspectivas para o preço de venda dos animais terminados.

Oferta e demanda devem orientar o mercado nos próximos meses

Para os próximos meses, o comportamento do mercado pecuário dependerá de fatores como a disponibilidade de bovinos para abate, o ritmo de compras dos frigoríficos e a capacidade de escoamento da carne bovina.

A demanda doméstica também poderá exercer influência sobre as cotações, especialmente com a aproximação das festas de fim de ano, período em que o consumo de proteínas animais pode receber impulso sazonal.

Entretanto, o poder de compra das famílias e a concorrência com outras fontes de proteína podem limitar o repasse de eventuais aumentos de preços ao longo da cadeia produtiva.

Nesse contexto, o acompanhamento da relação entre os preços do boi magro e do boi gordo, associado à evolução dos custos de produção e às perspectivas de comercialização, permanece fundamental para orientar as decisões de compra, engorda e venda na pecuária de corte.

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