A International Production & Processing Expo (IPPE), feira tradicional do agronegócio norte-americano que teve hoje (27) em Atlanta o início da edição de 2026 e que já conta com mais de 75 anos de história, funciona como um termômetro do mercado internacional. É ali que se consolidam tendências, padrões técnicos e expectativas comerciais que acabam orientando o setor.
De acordo com Pedro Bittar, presidente do Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), para as empresas brasileiras, estar presente significa acompanhar de perto o tom do mercado externo. “No caso da reciclagem animal, a IPPE permite posicionar o setor como parte estruturante da bioeconomia circular, conectado às cadeias globais de proteína, nutrição animal e energia, em um ambiente de alta exigência técnica. É uma excelente vitrine”, avalia.

Bittar explica que o setor atravessa um período de pressão comercial, com barreiras que afetam diretamente as exportações para os Estados Unidos. “Por isso, nosso objetivo na IPPE é sustentar a posição da reciclagem animal brasileira como um fornecedor estratégico no mercado internacional. E a IPPE nos permite manter interlocução direta com mercados estratégicos de todo mundo, sentar à mesa com potenciais compradores, reforçar confiança e sustentar, com dados e histórico, que o Brasil continua sendo um parceiro sólido, mesmo em cenários adversos”, aponta. “Inevitavelmente, o principal tema que levamos à IPPE é a retomada das exportações de sebo bovino para os Estados Unidos. O tarifaço imposto pelo governo norte-americano atingiu de forma direta um produto estratégico para a cadeia de biocombustíveis e energia, com efeitos imediatos sobre planejamento industrial, contratos e competitividade internacional das nossas empresas. Então, a presença da ABRA e do Brazilian Renderers no evento, este ano, também cumprirá o papel de dar visibilidade técnica e institucional a esse tema, reforçando a relevância do sebo bovino brasileiro para o mercado internacional”, diz.
Destaque da ABRA durante a IPPE
O destaque da atuação da ABRA na IPPE é a combinação entre promoção setorial e articulação institucional. A participação por meio do Brazilian Renderers, uma parceria entre a ABRA e a ApexBrasil, no Pavilhão Brasil, estrutura um ambiente adequado tanto para negócios quanto para interlocução estratégica com compradores, técnicos e representantes institucionais do setor. “Nossa estratégia na IPPE passa, de forma muito clara, pela presença no Pavilhão Brasil. Estar ali com o Brazilian Renderers é fundamental porque não estamos falando apenas da força de empresas individuais, mas da força de um país. O pavilhão cria uma narrativa coletiva, mostra escala, diversidade industrial e capacidade técnica do Brasil como um todo. Essa atuação ganha ainda mais robustez com as parcerias estabelecidas, como a integração com a Abiquifi, por meio do projeto Brazilian Pharma & Health, e com o apoio do nosso patrocinador ouro Eurotec Group, que agrega tecnologia, inovação e reconhecimento internacional ao espaço. Esse arranjo institucional qualifica a forma como o setor brasileiro se apresenta ao mercado global”, explica Pedro Bittar.

Segundo Décio Coutinho, Presidente Executivo da ABRA, a parceria realizada pelo terceiro ano entre a ABRA, Associação Brasileira das Indústrias de Insumos Farmacêuticos, a Abiquifi, sobre o ‘guarda-chuva’ da ApexBrasil junto ao IPPE tem trazido ao setor de reciclagem animal do Brasil, excelentes resultados que se concretizam e que tem perdurado para nossos produtos e nossos associados, motivo principal de nossa presença no IPPE. É um evento de excelente categoria, maior evento da para a área de alimentação animal no mundo e que com certeza, a ABRA vai manter a parceria para o ano de 2027″.
Diferenciais da participação da ABRA na IPPE
“O diferencial da participação da ABRA é articular promoção comercial e atuação institucional a partir do reconhecimento da reciclagem animal como insumo estratégico das cadeias globais de proteína, nutrição animal e energia, além de elemento fundamental da bioeconomia circular. Na IPPE, o setor brasileiro se apresenta não apenas como fornecedor, mas como parte estrutural de mercados que exigem eficiência, sustentabilidade e segurança de suprimento, o que qualifica o diálogo sobre acesso, competitividade e barreiras comerciais”, finaliza Pedro Bittar.
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