Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
Os mercados de soja e milho no Brasil encerraram o mês de maio com dinâmicas distintas, conforme indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto a oleaginosa atravessou o mês com variações pouco expressivas nos preços, o cereal seguiu em trajetória de baixa, pressionado pelo avanço da colheita e pela cautela dos compradores.
No caso da soja, os preços mantiveram-se praticamente estáveis ao longo de maio. Segundo pesquisadores do Cepea, esse comportamento reflete um equilíbrio pontual entre oferta e demanda, em um cenário de comercialização ainda lenta e sem grandes estímulos no mercado externo. A menor volatilidade também está associada à ausência de movimentações relevantes nos prêmios de exportação e à estabilidade nos valores da soja norte-americana, que servem de referência para o mercado brasileiro.

Já para o milho, a tendência foi de queda nos preços, influenciada principalmente pela intensificação da colheita da segunda safra e pela consequente elevação da oferta interna. Além disso, agentes compradores têm postergado as negociações, à espera de novas desvalorizações. Esse comportamento tem acentuado a pressão sobre as cotações, sobretudo nas regiões onde a colheita avança com mais força.
Com esses movimentos, o mês de maio reforça o cenário de desafios distintos entre os dois mercados: enquanto a soja opera em relativa estabilidade, o milho enfrenta um momento de ajuste diante do novo ciclo de oferta e da postura mais defensiva dos demandantes.
LEIA TAMBÉM:
Mudanças no Varejo: ABCS assume protagonismo ao fortalecer a carne suína durante a SNCS
Aurora Coop adota sistema “Cobre e Solta” a partir de 2025
Sanidade na maternidade: como o controle precoce de doenças impacta a produtividade na suinocultura




