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Produtividade no campo pode crescer 25% com conectividade

Hoje, apenas 50% do território paulista tem cobertura de internet, diz SAA
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Um dos gargalos no agronegócio é, sem dúvidas, a conectividade. É comum encontrar regiões do País onde a cobertura de internet não chega. De acordo com um estudo da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), independentemente do tamanho dos estabelecimentos rurais, cadeia produtiva, renda ou perfil de produtor, a tecnologia da informação é de suma importância no contexto da agropecuária de países em desenvolvimento, diminuindo desigualdades entre cidade e campo.  

Segundo levantamento da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo(SAA), hoje, apenas 50% do território paulista tem cobertura de internet – e se concentra nas áreas urbanas. Isso acontece porque, na época em que foram concedidos os direitos para cobertura de internet no Brasil, as operadoras focaram nos grandes centros, com maior número de pessoas e poder aquisitivo.

“A tecnologia avançou, os celulares se popularizaram, mas a rede de cobertura não expandiu na mesma velocidade”, aponta o coordenador de Assessoria Técnica da Secretaria de Agricultura, Alberto Amorim.

Quando se fala em tecnologia no campo, logo se pensa em modernas máquinas agrícolas operadas por sistema remoto, mas, no Estado de São Paulo, onde a maior parte dos produtores é de pequenos e médios, a falta de internet impede que atividades corriqueiras, como emitir uma nota fiscal de venda pela produção ou uma simples guia. 

“Para fazer qualquer operação, o agricultor familiar precisa pegar seu carro ou caminhonete, seguir, muitas vezes, por estradas de terra, para ir até a cidade pra pagar uma conta no banco, o que ele poderia fazer pelo celular se tivesse internet”, explica Amorim. Além disso, ele destaca que esse deslocamento impacta em custos, com combustível e emissão de carbono. 

Acesso à internet também aproxima o produtor no campo ao mundo acadêmico, além de evitar o êxodo rural (Foto: reprodução)

“Milhares de produtores estão no breu, precisamos mudar isso”, acrescenta o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Antonio Junqueira. O secretário ressalta que, em algumas das principais rodovias do Estado, como Bandeirantes e Castelo Branco, vários pontos estão sem conexão com a rede: “Em alguns trechos, caminhoneiros e produtores rurais ficam até 30 minutos andando pelas rodovias sem nenhum sinal de internet”. 

Segundo Junqueira, a meta do governo estadual é zerar essa falta de cobertura até 2026, para isso, tem conversado com grandes e pequenas operadoras de telefonia para que os produtores paulistas tenham acesso à internet de qualidade. “A conectividade no campo pode elevar os índices de produtividade entre 15% e 25%. O tempo gasto em deslocamento e a falta de informações prejudica a atividade”, esclarece. 

O secretário reforça que um plano está sendo montado para atender aos pequenos produtores, usando recursos do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap). “A ideia é ter uma linha entre R$ 8 mil e R$ 10 mil para financiar a compra de kits de internet a serem instalados nas propriedades”, conta. 

Alberto Amorim evidencia, ainda, que a internet viabiliza o acesso à educação, o que aproxima o produtor no campo ao mundo acadêmico, com novas práticas e tecnologias. “Ao integrar as gerações, no âmbito das sucessões familiares, por exemplo, você evita o êxodo rural”, finaliza. 

Fonte: SSA, adaptado pela equipe FeedFood.

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