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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
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Preço do suíno vivo recua em janeiro com demanda enfraquecida

Desaquecimento do consumo interno e retração nas exportações pressionam cotações e ampliam desequilíbrio entre oferta e procura

Os preços do suíno vivo registraram forte queda em janeiro, após um último trimestre de 2025 marcado por relativa estabilidade. Levantamentos do Cepea apontam que a pressão sobre as cotações foi resultado direto do enfraquecimento das demandas interna e externa no início do ano.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o movimento de baixa já é tradicional em janeiro, período em que o consumo doméstico costuma diminuir em função do aumento de gastos das famílias após as festas de fim de ano. Em 2026, contudo, o recuo foi intensificado também pela redução da demanda internacional.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a média de embarques de carne suína na parcial de janeiro ficou em 4,9 mil toneladas, abaixo das 5,4 mil toneladas registradas em dezembro. A retração nas exportações contribuiu para ampliar a pressão sobre os preços no mercado interno.

Queda da demanda interna e externa pressiona preços do suíno vivo no início de 2026. Crédito: Reprodução

Do lado da oferta, o ritmo de abates permaneceu semelhante ao observado no último mês de 2025. Com a produção estável e a demanda enfraquecida, formou-se um desequilíbrio entre disponibilidade e procura, fator que acentuou a desvalorização do animal vivo ao longo do mês.

Na praça SP-5, referência para o setor, o suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 8,24 por quilo em janeiro, recuo de 6,9% em relação a dezembro. Trata-se da queda mais intensa desde janeiro de 2025, quando os preços já haviam registrado expressiva desvalorização frente ao mês anterior.

Pesquisadores do Cepea destacam que o cenário de janeiro evidencia a sensibilidade do mercado suinícola às oscilações de demanda, sobretudo no início do ano, quando o consumo interno perde força e as exportações podem não compensar o ritmo de produção.

Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food

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