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IFC Brasil 2026 debate potencial de 400 mil toneladas de tilápia no reservatório de Itaipu

Workshop binacional reunirá governos, setor produtivo e instituições.

Em 2016, a atividade de piscicultura teve crescimento de cerca de 10%, nœmero menor em rela‹o a 2015, em que a produ‹o no Paran‡ aumentou 22%.

O potencial do reservatório de Itaipu para ampliar a produção de tilápia será tema de um workshop binacional durante o IFC Brasil 2026 – International Fish Congress & Fish Expo Brasil. O encontro será realizado em 3 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR), e reunirá representantes dos governos do Brasil e do Paraguai, da Itaipu Binacional, órgãos reguladores e integrantes da cadeia produtiva.

De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o reservatório tem capacidade de suporte estimada em 400 mil toneladas de produção aquícola por ano. O potencial coloca a região como uma possível nova fronteira para a piscicultura brasileira e paraguaia, mas a exploração dessa capacidade depende da conclusão do processo regulatório e da definição de critérios ambientais e produtivos.

O interesse do setor privado já começa a avançar, com cooperativas e empresas brasileiras avaliando oportunidades relacionadas à produção de tilápia no reservatório. Para transformar o potencial estimado em atividade produtiva, entretanto, será necessário estabelecer regras claras e uma estratégia coordenada entre os dois países.

“Estamos diante de uma oportunidade capaz de transformar a dimensão da aquicultura na região. O IFC Brasil cumpre seu papel ao criar um ambiente de diálogo entre governos, instituições e setor produtivo para que esse potencial seja desenvolvido com responsabilidade ambiental, segurança jurídica e benefícios econômicos e sociais para os dois países”, afirma a CEO do IFC Brasil 2026, Eliana Panty.

Regulamentação e governança no centro dos debates

O Workshop Desenvolvimento Sustentável da Tilapicultura no Reservatório de Itaipu terá entre os principais temas a regulamentação da atividade, os critérios para implantação dos projetos, a participação dos setores público e privado e o modelo de governança para o uso produtivo do reservatório.

A programação prevê a participação do ministro da Pesca e Aquicultura do Brasil, Rivetla Édipo Araujo Cruz, e do ministro do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Paraguai, Rolando de Barros, além de autoridades, representantes de órgãos reguladores e integrantes da cadeia produtiva.

Para o presidente do IFC Brasil, Altemir Gregolin, o principal desafio é estruturar um modelo capaz de conciliar expansão da produção, segurança ambiental e coordenação binacional.

“O potencial produtivo existe e há interesse concreto do setor privado. O desafio agora é construir uma estratégia que permita transformar essa oportunidade em produção, com regras claras, planejamento, segurança ambiental e coordenação entre Brasil e Paraguai”, afirma.

Segundo Gregolin, a discussão vai além da autorização de empreendimentos individuais. “Não se trata apenas de autorizar projetos, mas de definir como essa atividade será organizada e conduzida de maneira sustentável no reservatório”, acrescenta.

Nova fronteira para a piscicultura

A possibilidade de produção em larga escala no reservatório de Itaipu pode representar um novo capítulo para a piscicultura na região, especialmente para a cadeia da tilápia, espécie que ocupa posição de destaque na produção aquícola brasileira.

A implantação de projetos em escala, contudo, dependerá da definição de parâmetros que estabeleçam onde e como os empreendimentos poderão ser instalados, além de critérios relacionados à capacidade ambiental do reservatório, biossegurança, manejo e monitoramento da atividade.

Nesse cenário, a articulação entre Brasil e Paraguai ganha importância estratégica, já que o reservatório é compartilhado pelos dois países. A definição de uma governança conjunta poderá ser determinante para garantir previsibilidade aos investimentos e sustentabilidade à expansão da produção.

IFC Brasil reúne setor de proteína animal

O IFC Brasil 2026 chega à sua oitava edição com a participação de instituições públicas, universidades, empresas e organizações ligadas à cadeia do pescado.

O evento é correalizado pela Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação), Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), UFPR (Universidade Federal do Paraná) e Funpar.

Entre os patrocinadores estão Sistema Faep, Sebrae, Copel, BRDE, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Ministério da Pesca e Aquicultura e Governo Federal. O IFC Brasil também conta com apoio institucional da Abipesca, Peixe BR, Unila e Sistema Ocepar.

A discussão sobre a tilapicultura no reservatório de Itaipu coloca em pauta não apenas a expansão da produção de pescado, mas também o potencial de geração de investimentos, empregos e negócios em uma região estratégica para a produção de proteína animal. O desafio, agora, é transformar a capacidade produtiva estimada em um modelo de aquicultura sustentável, regulamentado e integrado entre os dois países.

Serviço:

IFC Brasil 2026

Data: 2 a 4 de setembro de 2026
Local: Maestra Grand Convention Center Recanto Cataratas Thermas & Resort
Endereço: Avenida Costa e Silva, 3.500, Foz do Iguaçu, Paraná

Workshop Binacional Desenvolvimento sustentável da tilapicultura no reservatório de Itaipu
Data: 3 de setembro de 2026
Horário: das 9h às 12h

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