A Frimesa submeteu sua cadeia de produção de suínos a uma auditoria independente da certificadora internacional QIMA, em um movimento para ampliar o reconhecimento dos padrões adotados pelo sistema de produção integrada da cooperativa. A avaliação analisou Unidades Produtoras de Leitões (UPLs), crechários e unidades terminadoras no Oeste do Paraná.
O processo verificou mais de 110 critérios técnicos e sanitários e considerou cinco pilares do Programa Suíno Certificado Frimesa: segurança dos alimentos e biosseguridade, proteção ambiental, saúde e segurança dos trabalhadores, bem-estar animal e rastreabilidade.
Criado em 2012, o programa acompanha uma cadeia que atualmente responde por 76% do faturamento da Frimesa. A auditoria de terceira parte busca transformar os padrões internos da cooperativa em uma referência validada externamente para a produção de suínos.
Segundo Marlon Vanderlei Pappen, gerente de Suprimentos Suínos da Frimesa, a avaliação também funciona como instrumento para identificar pontos de melhoria nas propriedades integradas.
“O programa demonstra o nível de organização, controle sanitário e compromisso com a qualidade de toda a nossa cadeia produtiva. Esse resultado contribui diretamente para a redução dos riscos sanitários, maior estabilidade na produção, diminuição de perdas e maior previsibilidade no fornecimento de animais à indústria”, afirma.
Biosseguridade e rastreabilidade
A auditoria inclui a avaliação da infraestrutura das granjas, dos sistemas de transporte e dos processos relacionados ao fluxo produtivo. A partir dos resultados, são estabelecidos planos de ação com prazos e responsáveis para eventuais adequações.
Entre as medidas adotadas nas propriedades estão barreiras sanitárias, cercamento periférico, telas antipássaros, arcos de desinfecção e períodos de vazio sanitário. O uso de medicamentos também segue prescrição veterinária.

Bem-estar animal ganha espaço
A certificação também abrange medidas relacionadas ao bem-estar dos suínos. Entre as mudanças implementadas está a transição de sistemas de alojamento individual para gestação coletiva de matrizes, além do controle de densidade, climatização das instalações e uso de recursos de enriquecimento ambiental.
Nas unidades industriais, parâmetros como iluminação, ventilação, higiene e temperatura também são monitorados.
A Frimesa informa ainda que as plantas frigoríficas de Assis Chateaubriand, Medianeira e Marechal Cândido Rondon passaram por auditorias conduzidas pela QIMA WQS do Brasil relacionadas aos parâmetros de bem-estar animal.
Produção integrada
O programa também contempla aspectos ambientais e de segurança dos trabalhadores. Entre os critérios estão a gestão e destinação de efluentes, preservação de áreas ambientais, utilização de equipamentos de proteção individual e treinamento obrigatório para trabalhadores das propriedades.
Para a Frimesa, a auditoria externa reforça o modelo de produção integrada baseado na relação entre cooperativa e produtores.
A iniciativa está inserida no planejamento de longo prazo da empresa, que prevê alcançar R$ 15 bilhões em faturamento até 2032, e também se relaciona às metas estabelecidas no Roadmap ESG 2040.



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