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Santa Catarina desenvolve soluções para estiagem

A fim de ajudar produtores rurais, governo disponibiliza programas

armazenamento de agua
Reprodução

A fim de ajudar os produtores rurais de Santa Catarina, o Governo do Estado disponibilizará aporte de recursos para investimentos em sistemas de captação, armazenamento e uso de água. Em 2022, o Programa SC Mais Solo e Água terá R$100 milhões disponíveis para ampliar a resistência hídrica no meio rural e minimizar os impactos das recorrentes estiagens.

O anúncio do novo projeto foi feito pelo Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, na última semana, durante uma reunião com 58 prefeitos das regiões Oeste e Extremo Oeste. Silva destacou que “o SC Mais Solo e Água foi um investimento certeiro no meio rural catarinense e está diminuindo a fila de espera para o recebimento de água. Nós queremos que cada vez mais produtores acessem os recursos para investir em captação e armazenagem de água, além da recuperação de fontes e nascentes, só assim estaremos mais preparados para enfrentar as estiagens – que já se tornaram recorrentes em Santa Catarina”.

O auxílio aos produtores já vem sendo trabalhado há algum tempo. Este será o segundo ano consecutivo que o Governo destina recursos para o combate à estiagem. Em 2021, foram R$100 milhões em investimentos, que beneficiaram mais de 2,4 mil agricultores e 100 prefeituras. 

Contudo, o Programa SC Mais Solo e Água possui linhas de apoio especiais com descontos que podem chegar a 75% do valor contratado no financiamento para construção de sistemas de armazenagem e distribuição de água.

Segundo o prefeito de Flor do Sertão, Sidnei José Willinghofer, as ações do Governo do Estado já estão apresentando resultados no município e diminuindo a demanda por água no meio rural. “O caminho, de fato, é guardar água. Nós fizemos um trabalho em parceria com a Epagri de conscientização de produtores para construção de cisternas e hoje podemos ver os resultados”, enfatizou.

Durante o encontro, o Secretário, Altair Silva, confirmou a visita da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a Chapecó na próxima quarta-feira (12) para avaliar a situação da estiagem no Estado e também, conhecer duas propriedades afetadas pela falta de chuva. Além de reuniões com lideranças.

SC Mais Solo e Água

O programa disponibiliza ao produtor até R$100 mil, sem juros e com cinco anos de prazo para pagar. Podem ser feitos investimentos em captação, armazenamento, tratamento e distribuição de água na propriedade rural. Os beneficiários adimplentes terão uma subvenção de 50% no valor das parcelas, ou seja, o governo do Estado pagará metade do financiamento.

Para que todos possam aproveitar o projeto, as famílias em situação de vulnerabilidade social e de renda, também receberam apoio. O limite será de R$20 mil, sem juros, com prazo de cinco anos para pagar, e o bônus chega a 75% em caso de  pagamento das parcelas em dia.

Além disso, a Secretaria da Agricultura ainda mantém mais dois programas com créditos emergenciais para atender os agricultores catarinenses. Sendo o Reconstrói SC, onde os produtores podem financiar até R$10 mil, com prazo de cinco anos para pagar. O crédito está disponível para recuperação de sistemas produtivos. Caso o pagamento seja feito em dia, há um desconto de 50%.

“Esse Programa pode ajudar nessa questão de custeio, para fazer a recomposição de pastagens e aquisição de sementes. É muito importante que os agricultores procurem os escritórios da Epagri, principalmente os produtores de leite, que tiveram prejuízos com as pastagens”, explica o secretário adjunto da Agricultura, Ricardo Miotto.

Estiagem em Santa Catarina

Os programas visam auxiliar produtores rurais nas épocas de estiagem, que é causada pelo baixo volume de chuvas nas regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina. A média atual de precipitações nesses locais é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros. Sendo que o esperado seria uma média em torno de 150 mm.

A seca causa preocupação no setor produtivo e a queda na safra de insumos, como o milho e tantos outros grãos. De acordo com as informações da Epagri/Cepa, a colheita estadual deve ter uma redução de 12,2%, sendo que nas regiões Oeste e Extremo Oeste algumas lavouras tiveram perdas de até 50%. Até o momento, as perdas são avaliadas em R$ 1,2 bilhão no meio rural catarinense.

Fonte: A.I, adaptado pela equipe feed&food.

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